30 dezembro, 2010

Cantoria pé de parede em São José do Belmonte- PE

VALDIR  TELES  e  ZÉ  VIOLA,  dois nomes  do  repente nacional,  cantaram em belmonte na noite  do dia 25/12/2010 no sítio barriguda, numa  noite  de puro improviso.











29 dezembro, 2010

Um ano novo repleto De paz e prosperidade.

mote: CÍCERO MORAES
glosas: LIMA JÚNIOR
 
 
Quero sepultar tristezas,
Angústias, mágoas, pesares
Que a fé firme os pilares
Como a maior das riquezas.
Não vou render-me as fraquezas
Das seduções da maldade,
Quero que o Deus da verdade
Partilhe ao mundo completo
Um ano novo repleto 
De paz e prosperidade.
 
Que a vacina do amor
Nos corações dos humanos
Cure o mau dos desenganos
Do sofrimento e da dor.
Quero beber do licor
Feito do mel da amizade,
Desejar pra humanidade
Além de um sonho concreto,
Um ano novo repleto 
De paz e prosperidade.

23 dezembro, 2010

MUNDO ANIMAL

peixe elétrico mata jacaré



gabiru  ganha briga contra gatos

20 dezembro, 2010

ALLAN SALES - O NATAL DE JESUS CRISTO NÃO É DE PAPAI NOEL

Este povo pelas ruas
Que faz compras de montão
A torrar todo tostão
Nas futilidades suas
Outras gentes vejo nuas
Sem a ceia e coquetel
E sem ter o vil papel
Nunca me esqueço disto
O Natal de Jesus Cristo 
Não é de Papai Noel 
  II
Consumismo e pouca fé
Esquecer do Nazareno
Consumir que é tão pleno
Da elite até ralé
O comércio mete o pé
Propaganda um escarcéu
O estresse vai no céu
Natal deste não invisto
O Natal de Jesus Cristo 
Não é de Papai Noel 

allan diz (22:28):
 Bom velhinho no trenó
Seus alegres veadinhos
A levar seus presentinhos
Pros que comem pão de ló
Quem é pobre fica só
Não vai ter doce do mel
Sua fome fica ao léu
E não come nem um misto
O Natal de Jesus Cristo 
Não é de Papai Noel 
  IV
Classe média tão voraz
Tem seu cheque seu cartão
Vai gastar cada quinhão
É só isso que lhe apraz
Um sistema incapaz
De romper com tal cartel
Um circuito qual anel
Desta praga de Mefisto
O Natal de Jesus Cristo
Não é de papai Noel

  V
Esquecer da estrela guia
Na estrada de Belém
Um Natal que lhes convém
Pra aquecer a economia
Vai o mundo nesta via
Enchem o tanque pela shell
Bebem até ficar pinel
Num festim que sempre visto
O Natal de Jesus Cristo
Não é de papai Noel 
  VI
"Shopping center" sua igreja
O consumo é sua missa
O sistema por premissa
Quem tiver olhos que veja
Mas sofrer que aqui lateja
No petiz pobre novel
Que não pinta com pincel
Este quadro tão bem quisto
O Natal de Jesus Cristo
Não é de papai Noel

 VII
Bom velhinho consumista
Um garoto propaganda
De voraz gente nefanda
Um Noel capitalista
Com Jesus fora da vista
Nazareno tão fiel
Tem feitor tem coronel
Combater eu não desisto
O Natal de Jesus Cristo
Não é de papai Noel 
  VIII
Senhor Deus dos deserdados
Vão negar Jesus meu Deus
Consumistas fariseus
Seus festins de abastados
Os seus santos são mercados
A sua mente é infiel
Egoísmo que é um fel
Detonar neles invisto
O Natal de Jesus Cristo
Não é de papai Noel

 IX
Faço verso indignado
Ao ver tanta alienação
Vejo tosca procissão
Povaréu tão apressado
Pra depois ficar frustrado
Do peão ao bacharel
Eu aqui neste cordel
Falo tudo não despisto
O Natal de Jesus Cristo
Não é de papai Noel 
X
Finalizo a poesia
Pra falar do redentor
O profeta do amor
Que ensinou toda alforria
Seu reinado de alegria
Anjos cantam “jingle bell”
Sou Allan seu menestrel
Num cordel novo que listo
O Natal de Jesus Cristo
Não é de papai Noel 

13 dezembro, 2010

MAICOW PINTO - CRIATIVIDADE BRASILEIRA!


Criado em 2000, pelo produtor musical Betinho Muniz, com 20 anos de experiência no mercado musical e fã de carteirinha do Lombardi, o som do Scrash Music Fuleration é marcado pela irreverência e pelo sarcasmo do vocalista Maicow Pinto, um personagem inspirado no rei do Pop, Michael Jackson.


Sem uma referência musical anterior a este, o Scrash Music é totalmente diferente de tudo que já se ouviu antes, não existe estilo, ou melhor, o estilo é o fuleration. O Scrash conta com os m·sicos Fera Gorda no baixo, violão e vocais; Riquinho, o Boca, na bateria, percussão e vocais; James Potter , o pai de Harry Potter nos teclado e vocais e Walmisting na guitarra, violão e vocal, todos sob o comando de Maicow Pinto.


Maicow usa o humor para fazer o público pensar sobre temas polêmicos, como sexualidade, uso de álcool e política. Com sua agenda lotada (de contas), Maicow pretende administrar melhor seu tempo, deixando a bagaceira de lado pra trabalhar um pouco, como todo bom brasileiro. Especialmente neste ano, em que comemora seus bem vividos 10 aninhos, o Scrash Music Fuleration inicia os festejos com um show marcante no Teatro Paulo Pontes, no Espaço Cultural da capital paraibana, seguindo em turnê por Campina Grande, Recife e outros Estados.


Consagrado pelo sucesso na mídia eletrônica com A Doidera do Rum, e agora estourando com Roubolation, uma paródia bem humorada criada pelo Maicow Pinto com uma coreografia já imitada em vários vídeos no Youtube, a versã escrachada para Rebolation interpretada pela banda Parangolé, Maicow Pinto gravar· seu mais novo DVD ao vivo no show desta quarta-feira, 17 de março, no Teatro Paulo Pontes, com muito swing, muita curtição e um show repleto de surpresas, atendendo a pedidos dos seus fãs, contando com a presença de amigos, familiares, admiradores e da imprescindÌvel imprensa nacional.


Além do YouTube, o Maicow Pinto tem uma página na internet exclusiva. mas, o endereço www.scrashmusic.com.br contém censura: "Atenção - site recomendado para maiores de 85 anos", alerta!! Nenhum direito reservado!!! … tudo pirata mesmo, para ouvir e espalhar, menos para usar sem os devidos créditos. Todo trabalho do scrash é devidamente registrado.

07 dezembro, 2010

FAÇA UMA BOA AÇÃO NO NATAL

Que tal ir nos Correios e pegar uma das 17 milhões de cartinhas de

criançase ser o Papai Noel delas? Tem pedidos inacreditáveis. Tem

criança pedindo um panetone, uma blusa de frio para a avó...
É uma idéia.
É só pegar a carta, entregar o presente nos correios até dia 20

de Dezembro. O próprio correio se encarrega de fazer a entrega!!!!!



Como diria o poeta: Faça sempre o bem , sem olhar a quem ..repasse aos amigos ..

01 dezembro, 2010

30 novembro, 2010

MISS FEIÚRA NENHUMA- Jessier Quirino

MINHA COLEÇÃO DE REPENTE


Playlist files: 1136 tracks in playlist, average track length: 7:01
Estimated playlist length: 132 hours 53 minutes 58 seconds
(389 tracks of unknown length)

Right-click here to save this HTML file.
1. Various Artists - Abertura (0:40)
2. 02 - Meu Castelo De Sonhos Foi Desfeito No Momento De Sua Despedida
3. Various Artists - Aqui No Recife Antigo Encontrei Meu Grande Amor (4:39)
4. Various Artists - Galope À Beira Mar (4:58)
5. Various Artists - Os Prazeres Do Sertanejo (10:17)
6. Various Artists - As Mulheres Que Eu Desejo (9:22)
7. Various Artists - Se Deus Fosse Vingativo (14:47)
8. 08 - Sinto A Nossa Esperança Queimando Na Fogueira Da Seca Nordestina
9. OS GRANDES ACONTECIMENTOS (5:41)
10. O BOÊMIO FOI EMBORA (5:15)
11. SINTO A MÚSICA, A CIÊNCIA E A POESIA.... (4:46)
12. A TERRA NÃO CRIA MAIS UM CANTADOR COMO EU (5:21)
13. DO QUE A VIDA ME IMPÕE PARA FAZER SÃO AS COISAS QUE FAÇO SEM GOSTAR (4:11)
14. TUDO EU SEI NINGUÉM ME ENSINA (5:28)
15. O SALÁRIO BRASILEIRO É UMA GRANDE PIADA (4:31)
16. ESSAS SÃO AS MUDANÇAS QUE EU FARIA SE TIVESSE O PODER NAS MINHAS MÃOS (5:19)
17. O QUE É QUE ME FALTA FAZER MAIS (4:29)
18. NA AUSÊNCIA DE QUEM AMO (4:47)
19. NÃO EXISTE PAIS DESENVOLVIDO QUANDO EXISTE INJUSTIÇA SOCIAL (5:10)
20. A LEI DA VAQUEJADA (3:15)
21. DO JEITO QUE EU ESTOU AGORA SE ELA VOLTASSE EU QUERIA (4:28)
22. SOU POETA MATUTO E VIOLEIRO (5:30)
23. A MATA JÁ FOI ABAIXO (3:50)
24. Desefio NE de cantadores - A moda de ontem e hoje/patativa (9:46)
25. Desefio NE de cantadores - Desperta o vaqueiro ouvindo o canto da passarada (9:10)
26. Desefio NE de cantadores - o nordeste tem de sobra/Deus ajuda quem trabalha (9:18)
27. Desefio NE de cantadores - crepusculo/volta do salvador/cantador de voces (15:15)
28. Desefio NE de cantadores - paisagem verdejante (5:08)
29. Desefio NE de cantadores - pra q tanto tesouro acumulado/quadrao perguntado (8:45)
30. 01 Edvaldo Zuzu e Raolino Silva - O QUE NÃO DEVIA HAVER (11:08)


31. 02 Gilberto alves e Severino Feitosa - O MUNDO QUE NÓS SONHAMOS (10:01)
32. 03 Ivanildo Vila Nova e Sebastiao da Silva - ONDE ENCONTRAMOS DEUS (10:32)
33. 04 Rogerio Menezes e Hipolito - SEXTILHAS- NORDESTE (9:52)
34. 05 Severino Dionisio e Miro Pereira - OU SE PLANTA A POLITICA DE IGUALDADE OU A PAZ SERÁ SEMPRE UMA ILUSÃO (8:51)
35. 06 Valdir Teles e Joao Lourenc - QUANDO A PESSOA ENVELHECE (12:12)
36. LOURO BRANCO E ZÉ CARDOZO - ABERTURA + MOTE : NAO EXISTE MAIS RESPEITO NOS NAMOROS DE HJ EM DIA (5:52)
37. SEVERINO FEITOSA E RAIMUNDO CAETANO - GEMEDEIRA (4:50)
38. SEBASTIÃO DIAS E JOÃO PARAIBANO - ISSO SE VE NO SERTÃO DEPOIS DA TERRA MOLHADA (5:04)
39. SEBASTIAO DA SILVA E GERALDO AMANCIO - NEM DAQUI A MIL ANOS VAI NASCER (4:32)
40. SEBASTIAO DA SILVA E GERALDO AMANCIO - o povo só tem direito de ver e ficar calado (5:24)
41. IVANILDO VILA NOVA E MOACIR LAURENTINO - O QUE É QUE ME FALTA FAZER MAIS (5:51)
42. IVANILDO VILA NOVA E MOACIR LAURENTINO - RECONHEÇA QUE SOU EU O MAIOR DA PROFISSÃO (6:31)
43. SEBASTIÃO DIAS E JOÃO PARAIBANO - SE NAO FOSSE A MULHER O QUE SERIA DE NÓS HOMENS NA VIDA E NO AMOR (5:14)
44. IVANILDO VILA NOVA E MOACIR LAURENTINO - SEXTILHA O DIA DOS NAMORADOS (5:44)
45. SEBASTIAO DA SILVA E GERALDO AMANCIO - A MULHER PERNAMBUCANA (5:16)
46. SEVERINO FEITOSA E RAIMUNDO CAETANO - TEM MAIS GENTE CRITICANDO DO QUE QUERENDO AJUDAR (4:55)
47. JOAO LOURENÇO E EDVALDO ZUZU - TEM MULHER NOVA DIZENDO QUE O VELHO É QUEM SABE AMAR (3:32)
48. JOAO LOURENÇO E EDVALDO ZUZU - TODO PAI DE FAMILIA É HOJE EM DIA UM PALHAÇO SEM NADA DE ENGRAÇADO (4:24)
49. LOURO BRANCO E ZÉ CARDOZO - VÍ DE TUDO NO MUNDO E NAO ACHEICANTANDOR PRA CANTAR NA MINHA FRENTE (5:57)
50. A CRIANÇA CHORANDO NA CALÇADA VENDO O PAI MENDIGANDO UM PÃO POR ELA
51. EDIVANDO NOGUEIRA E ANTONIO - A MULHER NAMORADEIRA (5:29)
52. ZIPA E DENILSON NUNES - ABERTURA (4:07)
53. JOÃO PARAIBANO E RAIMUNDO CAETANO - COQUEIRO DA BAHIA (7:11)
54. EDEZEL PEREIRA E DANIEL OLI - CRIANÇA É UM SOL NASCENTE (5:00)
55. JOÃO PARAIBANO E RAIMUNDO CAETANO - DEUS ESTÁ POR TRAS DO PRANTO DA CRIANÇA ABANDONADA (4:48)
56. SILVIO GRANJEIRO E FRANCINALDO - DEUS ME LIVRE (5:17)
57. ZÉ CARLOS E CÍCERO DE SOUZA - ESTOU SOFRENDO POR QUEM NÃO TÁ SOFRENDO POR MIM (3:57)

27 novembro, 2010

UMA OBRA, UMA CRÍTICA..... TUPARETAMA-PE

TEXTO DE AUTOR ANÔNIMO:

Procurei entender, mas num entendo

Porque é que estou aqui na praça,

Para muitos eu vou servir de graça

Por saber que a cultura está morrendo.

Ao chegar por aqui fiquei sabendo

Que os artistas da terra estão falando.

Que a cultura daqui ta se acabando

Que aqui a viola não tem vez

Eu agora pergunto pra vocês:

O que é que eu estou representando?



Quando eu vejo as pessoas criticando

Nessa praça eu me sinto muito estranho,

Quem me trouxe pra aqui sabe o tamanho

Da vergonha que eu estou passando.

Cabisbaixo eu me vejo meditando

Escondendo a tristeza me invade

A viola traduz toda verdade

Que quem pôs ela aqui não acredita

Sei que a praça ficou muito bonita

Mas cadê a cultura da cidade.



26 novembro, 2010

20 novembro, 2010

Cachaça Volúpia!!! A melhor do Brasil!


No Brasil existem mais de 4.000 marcas de cachaça produzidas de norte a sul. Dizer que uma região produz melhor cachaça que outra, é injusto. Gosto não se discute. Entre as bebidas, cada pessoa tem a sua preferida ou várias. Ou para outros basta ter álcool que já basta.

Em fevereiro, a revista Veja (no JBF também já foi mencionado) publicou uma matéria a respeito da bebida. Convidou seis especialistas para estabelecer um ranking das melhores. Cada jurado enviava uma lista com dez sugestões de sua preferência. Do cruzamento destas listas chegou-se às cinco melhores cachaças por categoria. Observem:

Ranking das Brancas(notas de zero a 10)

1º Volúpia e Serra Limpa empatadas - 5,5 (produzidas: Alagoa Grande e Duas Estradas, PB )
2º Coqueiro - 5 (produzida em Paraty, RJ)
3º Santo Grau - 4,5 (produzida em Paraty, RJ)
4º Serra Preta (produzida em Serra Preta, PB)
 
 COMUNICADO:  POSSO  FORNECER ESTE PRODUTO AOS AMIGOS DO SERTÃO CENTRAL.    
Contato: farmaciaepoesia@hotmail.com
 
 

18 novembro, 2010

CONVITE PARA O LANÇAMENTO DO LIVRO NUANCES D'ALMA‏

NUANCES D’ALMA
 Trata-se de um livro em prosa e verso, onde a autora dá ênfase ao mais profundo sentimento de nossa alma: a SAUDADE.
Nuances D’alma revela ainda, a crença e fé imensurável da autora em Deus, destacando também os laços familiares que permeiam sua obra.
Nascida em São José do Egito, sertão do Pajeú – PE, Beatriz Passos é Filha de Valdevino Batista dos Passos e Severina Gomes dos Passos. É Mãe de nove filhos.
Sempre amou a poesia desde criança, quando ouvia os versos de Antônio Marinho, Cancão, Manoel Xudu, Jó Patriota, entre tantos outros vates, ícones da cultura poética dessa terra.
 
Professora graduada em letras pela Autarquia do Ensino Superior de Arcoverde (AESA) lecionou em São José do Egito durante vinte e oito anos, onde se aposentou.
É Autora do livro nos passos da poesia, (Recife, Ed. do autor, 1999).
A poetisa reside atualmente em sua cidade natal, onde continua respirando poesia.

16 novembro, 2010

MARIANA TELES

Toca a brisa da noite no portão
O cabelo se asanha com o vento
O balanço da rede em movimento
E um rádio tocando uma canção
A saudade arranhando um coração
E a duvida de um sempre,ou nunca mais
Uma lágrima caindo e o vento faz
se espalhar pela face entristecida
eu na rua buscando achar saida
Pra tristeza que a tua falta trás

Faço um verso,misturo com aguardente
Um cinzeiro com as cinzas do veneno
Numa noite sem lua me inveneno
Por não ter o clarão do céu presente
O espelho espelhando em minha frente
A metade de um todo que foi nosso
Eu procuro não ver,mais tem um troço
Pra abrir os meus olhos quando fecho
Sem ter sono,inquieta me remecho
Que dormir sem vc,sei que não posso

Vem o vento,tocar-me bem mais forte
O relogio passando sem medida
Ao meu lado,um copo de bebida
Refletindo o futuro : que é a morte ...
Nele afogo o desgosto,já que a sorte
resolveu repartir nossa união
Te guiando pra outra diração
E deixando meus olhos sem os teus...
De lembrança ?,restou o teu adeus
e a saudade Entopindo o coração.

Toda vez que se prende um passarinho Diminui na floresta um seresteiro.

Glosas de MARIANA TELES:

Da orquestra das aves é cantor
Da floresta,o enfeite principal
Sempre encanta cantando contra o mal
Pondo fim com seu canto em toda dor
A cantiga do pássaro voador
Se confunde com a voz do violeiro
Mais as vezes trocado por dinheiro
Deixa luto espalhado no seu ninho
Toda vez que se prende um passarinho
Diminui na floresta um seresteiro.

quando as mãos de um homem,faz maldade
e joga um passaro indefeso na prisão
cada grade que tem um alçapão
representa do golpe a crueldade
Pelas grades limita a liberdade
Seu cantar,não é mais tão verdadeiro
Falta sempre alegria em seu viveiro
E a tristeza impera no seu ninho
Toda vez que se prende um passarinho
Diminui na floresta um seresteiro.


é o cântico das aves,melodia
Do coral majestoso que há na mata
No cantar de um pássaro se retrata
Uma benção de luz e poesia
No embalo de sua cantoria
Se 'interte ' cantando o dia inteiro
Ilumina com a voz o seu viveiro
Faz da mata ,o palco do seu pinho
Toda vez que se prende um passarinho
Diminui na floresta um seresteiro.

14 novembro, 2010

O Valor que tem a Vida - RAPHAEL MOURA

> Outro dia passando na avenida

> Avistei linda moça me olhando

> Com seus olhos brilhosos me chamando

> Parecia nem ser mulher “Perdida”

> Implorando: resgate a minha vida

> Não agüento viver nessa ilusão

> De vender o meu corpo por tostão

> Fabricando tesão sem ter prazer

> Dessa vida não sei o que fazer

> Tô tentando salvar meu coração

>

> 2

> O meu peito sofrido está sentindo

> Tenho em casa três filhos pra criar

> Mas um dia cismei de aventurar

> E ganhar o meu pão prostituindo

> E assim minha vida foi seguindo

> Hoje me arrependo loucamente

> Estudar pra crescer futuramente

> Eu não fiz no passado e tô pagando

> Hoje vivo na rua trabalhando

> Minha alma ate hoje chora e sente


> 3

> Os meus pais não me deram educação

> Eu nasci num sinal pedindo esmola

> Logo cedo eu passei a cheirar cola

> Para não sentir falta de um pão

> Com os 12 foi preso o meu irmão

> Fui com 13 pra rua trabalhar

> No inicio foi triste acostumar

> Nessa vida difícil que arranjei

> Tão difícil que nem me acostumei

> Que ate hoje meu sonho é me salvar

>

> 4

> Minha casa era a rua de um lixão

> Minha cama fofinha era a calçada

> Um tijolo era a minha almofada

> Um pedaço de pano era o colchão

> Meu lamento era a minha oração

> Meu orgulho era o pai que eu amava

> Era sol, era chuva, trabalhava

> Pra trazer nosso pão de cada dia

> Eu de noite comendo agradecia

> A meu pai que com amor me alimentava

>

>

> 5

> Quando a nuvem da chuva aparecia

> A tristeza no peito já chegava

> Pois com frio o meu corpo congelava

> Quando a chuva passava, amanhecia

> Quando o sol clareava o lindo dia

> Bem novinha eu já ia pro sinal

> Me sentava na beira do canal

> Assistindo o meu pai pedindo ajuda

> E eu pedindo a meu Deus que nos acuda

> Que mudasse essa vida tão banal

>

> 6

> Nas esquinas da vida estacionava

> O meu corpo singelo pra programas

> Já deitei sem vontade em varias camas

> E nas horas de angustia eu chorava

> Relembrando do pai que eu amava

> Que morreu nos meus braços lamentando

> Alisando meu rosto e desculpando

> Por não ter dado aquilo que devia

> Que era amor, atenção e alegria

> Mas morreu e eu sempre admirando

>

> 7

> Minha vida resume em uma estória

> De um desfecho indeciso sem plural

> Assim como o vermelho do sinal

> Que carrega o verde da vitória

> Batalhar para ter vida com glória

> É um sonho que eu tenho de criança

> Isso vem carregado na lembrança

> Desde que um velhinho me disse um dia

> Eu aposto que o amor e a alegria

> Baterá na sua porta da esperança

>

> 8

> Mas amigo lhe digo com firmeza

> Que irei me livrar dessa batalha

> Por que Deus quando quer, ele não falha

> Pois a vida é repleta de beleza

> Eu perdi muito tempo, com certeza

> Pra vencer, nunca é tarde pra mudar

> Essa vida me fez tanto sonhar

> Que agora o real quero viver

> Me cansei de ser alvo do sofrer

> Fez efeito o remédio que é amar

>

>

> 9

> Comovido fiquei com o sofrimento

> Dessa linda mulher, se lamentando

> Com seus olhos brilhosos, já chorando

> O silêncio reinava no momento

> Fiquei pasmo com o grande sentimento

> E a garota mostrava arrependida

> Com esperança de ter a despedida

> Do trabalho cruel que ela arranjou

> E partir para a vida que sonhou

> Que é viver lealmente a sua vida


Raphael Moura

13 novembro, 2010

Tudo que há de beleza Deus colocou no sertão- GLOSAS de Cícero Moraes


A suprema divindade
Caprichou no seu trabalho
Não deixou serviço falho
Fez com grandiosidade
Construiu com qualidade
Retocou com perfeição
Quem quiser diga que não
Mas afirmo com certeza
Tudo que há de beleza
Deus colocou no sertão

 
Se a seca nos traz penar
Por vermos mata cinzenta
O sertanejo se aguenta
Sabe como se virar
Come o que tava a guardar
Derradeira produção
E o seu silo de feijão
É sua maior riqueza
Tudo que há de beleza
Deus colocou no sertão
 
Quando chove em minha terra
A natureza se agita
Cria uma imagem bonita
Matuto o  feijão enterra
Planta lá no pé da serra
Porque é de barro o chão
E ali, a produção
Será maior na grandeza
Tudo que há de beleza
Deus colocou no sertão
 
Cobra, sapo e caçote
Aparecem na invernia
Eles não têm simpatia
Porque a cobra dá bote
Se correr ou der pinote
Ela pega à traição
Faz de sua refeição
O  pequeno sem defesa
Tudo que há de beleza
Deus colocou no sertão

Um céu bonito estrelado
Que não há noutro lugar
Quem observa o luar
Fica logo encantado
Um vaga-lume amostrado
Completa a orquestração
Da bela composição
Do quadro da natureza
Tudo que há de beleza
Deus colocou no sertão



12 novembro, 2010

"Eu sinto o cheiro do gado No couro do meu gibão"Z

imagem: ZÉ DO MESTRE, artesão de Slagueiro -PE

Dentro da caatinga branca
O vaqueiro dar carreira
Na novilha mandingueira
Fura o cavalo na anca
Pega, amarra, ferra e tranca
No curral do seu patrão
São coisas do meu sertão
Do sertanejo arrochado
Eu sinto o cheiro do gado
No couro do meu gibão

Quem ver carreira de mato
Dentro de agave e facheiro
Jurema preta e pereiro
Marmeleiro, unha de gato
Correr atrás de um boiato
Bater com ele no chão
Pegar o bicho com a mão
Deixar ele encaretado
Eu sinto o cheiro do gado
No couro do meu gibão

Um chocalho a badalar
Um cachorro campineiro
Acha o garrote ligeiro
E começa lhe acoar
Vaqueiro parte pra lá
Com toda disposição
Botando as luvas na mão
E um barbicacho apertado
Eu sinto o cheiro do gado
No couro do meu gibão

Mote: Josa Rabelo
Glosa: Janio Leite, 15/10/2009

08 novembro, 2010

NO CABARÉ DAS FORMIGAS.......

postagem original : http://arrepare.blogspot.com/2010/11/no-cabare-das-formigas.html

Maria gritou: - José,
Acode aqui no quintal
Que isso só pode ser
Outra guerra mundial!

- Olha nêgo, espia mesmo
Arrepare o chão todinho
Pra todo canto que olho
Eu só vejo soldadinho

- Mas Maria, minha flor,
Soldadinho não se intriga
É o único soldado
Que nunca se mete em briga.

Eles são uns bichos mansos
Com o mundo apaziguados
É bicho que não faz guerra
Bem dizer nem são soldados

E se eles tão no chão
Não carece qu’eu lhe diga:
- Devem tá tomando uma
No cabaré das formiga!

JESSÉ COSTA
João Pessoa, 06/11/2010.

06 novembro, 2010

Versos para minha amada em seu aniversário

Desejo que este presente (um relógio)
Seja pra mim um amigo
Quando estiveres comigo
Ele aja lentamente
E quando estiver ausente
Aumente o seu ponteirar
Reduzindo o afastar
Constante nas nossas vidas
E as horas então divididas
Custem demais  a passar

Cada momento contigo
É tempo eternizado
Cada segundo contado
É arquivado comigo
No coração eu consigo
Gravar momentos serenos
Por mais que sejam pequenos
Nenhuma imagem é perdida
Que um segundo a mais na vida
É mais um segundo a menos *

Estando ao seu lado
As horas desaparecem,
Os minutos esvaecem,
E o tempo nem é notado.
Eu fico desesperado
Com esse tempo fugaz,
Correndo sem voltar mais
Deixa saudade contida
As horas boas da vida
passam depressa demais*



* MOTES DE DEDÉ MONTEIRO

02 novembro, 2010

VERSOS DE KAYSON PIRES

Nosso amigo KAYSON tá um verdadeiro malassombro poético, não poderia deixar de  mostrar estas glosas dele:



procuro feito um felino
o doce da meninice
mas isso tudo é tolice
por não ser mais um menino
o meu pescoço está fino
pra comer não há vontade
só resta mesmo a saudade
que marca, machuca e fura
NUNCA MAIS SINTO A QUENTURA
DO FOGO DA MOCIDADE

pescando com BIRA MARCOLINO,  Kayson oferece uma dose de cana a Bira que responde rimado e metrificado:

NÃO OFEREÇA CACHAÇA
A QUEM DEIXOU DE BEBER.

nunca vá uma caçada
sem munição ou cachorro
não suba em cima do morro
se em cima não tem nada
não deixe uma rede armada
sem sonhos para viver
em tudo não venha a crer
não durma em banco de praça
NÃO OFEREÇA CACHAÇA
A QUEM DEIXOU DE BEBER.

26 outubro, 2010

POETA DEDÉ MONTEIRO PREMIADO PELO SONETO EM VÍDEO: AS QUATRO VELAS-

4º PRÊMIO INTERNACIONAL POESIA AO VÍDEO
25/10/2010 - 24h - HORÁRIO DE BRASÍLIA
RESULTADO FINAL!
DAS 10 EDIÇÕES SELECIONADAS PELA COMISSÃO JULGADORA
CLASSIFICADAS PELA VOTAÇÃO DOS INTERNAUTAS:

http://www.fliportodigital.net/10/ppv2_10d.html




22 outubro, 2010

Quase matam José Serra Com a bolinha de papel

MOTE DE JÚNIOR DO BODE,
                                   
Quase matam José Serra
    Com a bolinha de papel
      
CÍCERO MORAES 
Ô que campanha agitada!
Que disputa gloriosa,
Dilma é vitoriosa
E Serra não tá com nada
Só leva é cacetada
Do IBOPE que é fiel
E o povo não é cruel
Pra eleger um que ERRA!
Quase matam José Serra
 Com a bolinha de papel

LIMA  JÚNIOR (TUPARETAMA) 

*Mas quem de fato atirou,
Contra SERRA, a tal bolinha?
Achei montagem mesquinha
O que a mídia divulgou!
DILMA se aproveitou
Do lance no painel,
 Fez um golaço cruel,
Chutou como quem não erra
Quase matou José Serra
 Com a bolinha de papel.


CACO PENNA( SÃO PAULO)
E o povo desnorteado
 Com o tanto de acusação
 Quando trata de eleição
 Parece boi no cercado
 Correndo pra todo lado
E o careca, sem chapéu
Comandando o carrosel
 Grita tanto que até berra!
 Quase matam José Serra
 Com bolhinha de papel


Mote: Wellington Vicente
Glosa: Heleno Alexandre

Não é pela maioria
É por minha consciência
Com Serra na Presidência
Teremos selvageria
Moto-serra a cada dia
Ferindo o Meio Ambiente
Nem c'uma arma na frente
Faz com que isso eu engula
Eu tô do lado de Lula
Quero é Dilma presidente

ISMAEL GAIÃO

De uma pequena pancada
Serra fez um rebuliço
Depois que um troço roliço
Deixou-lhe a testa amassada.
Foi uma cena engraçada
Ver o seu jeito sapeca
Parecia uma boneca
Quando ele deu um pinote
Serra levou cocorote
Do adesivo na careca
 
Quando eu falo o povo manga
Que uma pequena peteca
Bateu em sua careca
E ele soltou a franga.
Foi feia a sua munganga
Suspirando pelo anel
Fedeu mais que um tonel
Daquilo que o gato enterra
Quase matam José Serra
Com a bolinha de papel.
 

 
 
Related Posts with Thumbnails

Poeta Heleno Alexandre disse:


Com Cícero Moraes nossa poesia
Tem mais um espaço pra ser divulgada
Com vídeo que mostra baião e toada
Interpretação, ritmo e melodia
Letras de canções, notícias do dia
Tudo que envolve arte popular
Quem não viu ainda é melhor entrar
Abaixo é o link pra ser acessado
Do Blog que hoje é o mais visitado
Nos dez de galope da beira do mar

RADIO REPENTISTAS

RADIO REPENTISTAS
REPENTES PELA VIDA

HINO de São José do Belmonte-PE

MINHAS POESIAS E DECLAMAÇÕES NO YOUTUBE

RÁDIO CULTURA NORDESTINA