31 julho, 2011

CONTATO IMEDIATO - Efigênio Moura


CONTATO IMEDIATO

Efigênio Moura (contato@efigeniomoura.com.br)


Chico Marciano era rapazote no sitio Mendonça, zona rural de Juazeirinho. A propriedade de seus pais margeava a BR 230.

Próximo à estrada havia um barreiro, e em tempos de Julho enchia e transbordava com facilidade, era a reserva d’agua que tinha quando o sol se zangava com os caririzeiros. Estudante era fascinado por assuntos ufológicos.

- Priscila mermo, minha namorada num acredita qui inzista disco avoadô.

E Priscila nem acreditava e nem aguentava mais ouvir Chico falar em seres extraterrestres, em tropas estrelares, em naves espaciais, Nasa e em objetos voadores não identificados:

- Óvi... O quê Chiquin?

- Ovíni.

- Homi se inteire das lavôra de feijão qui as ramas tao tudin se ispaiano, ói Chico, arriba da cabeça do homi, só Deus!

Era raro não ter uma confusão toda vez que ele ia a sua casa, duas léguas e meia de onde morava.

- Apôi Priscila, quaiqué dia eu dismonto tua discrença! Tu vai vê.
E todo dia, por volta das 9 da noite, no silencio do roçado, ele saia de sua casa e ia até um morro próximo e ficava algum tempo, sentado de olhar perdido no céu negro e vez e quando, jogava o olhar para o horizonte... Nada.

Então, quase chegando a Agosto, já à noitinha, uma névoa cobriu Juazeirinho e um pedaço da Barra, mesmo fazendo um frio da gota, Chico saiu em horário costumeiro e foi até o morro. A névoa era muito forte, quase não se enxergava além do nariz, foi quando ele viu, ao longe, muito longe, luzes amarelas e vermelhas piscando...

- Vixe Maria!

Arrepiou-se. Queria uma testemunha que não fossem seus olhos. Não tinha. Os vagalumes não certificariam a visita que estava recebendo.

- Eita gota! São os caba! Eles viéru mermo. É um disco avuadô!

E fazia o sinal da cruz, e tentava parar a tremedeira.

- Vô lá. E eles tão bem pertin do barrêro...Deve de tá cum sede ou butano agua no radiadô...

Caminhou alguns passos e as luzes piscando, a visão ainda prejudicada pela névoa, de repente se joga no chão e sai rastejando pelo meio da caatinga molhada de orvalho, e mil pensamentos povoam sua cabeça, e ria porque ia contar pra Priscila que tinha recebido a visita de habitantes de outros planetas, mas como ele ia fazer as honras ?

- Peraí, num to levano nada, nem uma camisa do Guarani de Juazeirin pra dá a de agrado ?
E ia rastejando até que parou perto de uma moita, as luzes amarelas e vermelhas eram mais visíveis... Resolveu se apresentar, ficou de joelhos e botando as duas mãos em forma de cone, gritou:

- Aqui, Chico Avuadô, de Juazeirin, fazeno contato!

Nada.

Esperou mais alguns segundos e falou mais forte, agora já esticando o pescoço:

- Aqui Chico Avuadô, de Juazeirin, amigo de Fernando do cinema, votei em  Zé Neto Rangel pra vereadô, fazeno contato!

Só o eco de sua voz era escutado. Ficou em pé e falou mais alto.

- Aqui Franisco Avuadô, de Juazeirin, Paraiba,Brasí,  criadô de mocó e amigo dos impussive e de Zé Martins, fazeno contato...

A última palavra em forma de grito...

De repente ele escuta lá das bandas do barreiro o retorno...

- Aqui, Antôin Jirimia, motorista da Itapemirin... Homi deix’eu obrá in paz...

Foi o fim do contato imediato que Chico tentou fazer. 

30 julho, 2011

COLUNA GLEISON NASCIMENTO - ESTRÉIA NO BLOG

Um bilhete prá mainha!

Eu bem sei que você está ferida,
me perdoe se fui eu o causador,
tu não sabes quão grande é meu amor,
vou estar sempre preso à tua vida,
mas preciso dizer-te, oh querida,
do futuro nós só temos um plano,
decisão tá no nosso gene humano,
foi presento do nosso Deus, divino.
To seguindo, traçando meu destino
nos dez pés de martelo alagoano!

Só espero que queira o meu pregresso
e me ame apesar desses pesares,
que entenda algum dia os meus pensares,
que observe que a vida é um processo.
Cada mente, um pedaço de universo
consedido por Deus, o soberano,
e seria, de fato, desumano
condenar a vivência de alguém.
Liberdade de escolha nos faz bem
nos dez pés de martelo alagoano!

É difícil dizer-te o quanto dói
ver você pela vida, amargurada,
desse mundo nós não sabemos nada,
só o tempo que passa, nos constrói,
só o medo da vida,nos corrói,
e viver nossa vida não é insano.
No futuro seria um desengano
eu saber que não fiz o meu caminho
e morrer, solitário, no teu ninho
nos dez pés de martelo alagoano!

Não preciso dizer mais nada a ti,
um silêncio nos fala, eloquente,
eu te amo, meu bem, profundamente,
por amar-te assim, eu decidi
que a melhor atitude é me sair,
ir-me embora, traçando um novo plano.
Que o futuro não seja à nós tirano
e a estrada nos leve a um bom lugar.
Vou-me indo, mas sei como voltar
nos dez pés de martelo alagoano!

-G.Nascimento-

27 julho, 2011

QUERO A MÚSICA "CANOAR' NA NOVELA CORDEL ENCANTADO- PARTICIPE DA CAMPANHA


Canoar

Composição: Carlos Villela-

Anchieta Dali

Meu coração
Caiu na tua rede
Vim matar a sede
No açude do teu olhar
Por ser demais
Cansei de ser sozinho
Sou passarinho
Mas não sei voar

Por todo amor
E com todo respeito
Arrumei um jeito
De te coroar
Serás rainha
Quando eu, rei supremo
Te der o remo do meu canoar

Me dê asas
Me faça um carinho
Le leve pra casa
Me mostre o caminho
Me leve pra casa
Me mostre o caminho





23 julho, 2011

OS NONATOS - SEXTILHAS- SAUDADE

OS NONATOS - SEXTILHAS- SAUDADE 
 CD -  FESTIVAL DE VIOLEIROS DO BARRO ALTO

O STRESS CONTRIBUI 
PARA PRESSÃO HIPERTENSA
A PESSOA DEPRESSIVA 
À SOLIDÃO É PROPENSA,
E A MEDICINA NÃO TRATA
SAUDADE COMO DOENÇA

QUEM SENTE SAUDADE INTENSA
QUANDO A DISTÂNCIA SEPARA
CARREGA O PEITO DE ANGÚSTIA
E TRISTE O CORAÇÃO DISPARA
E A SAUDADE ABRE FERIDA
QUE SÓ O REENCONTRO SARA

CORRIDA DE TAMBOR E ARGOLA - SITIO MATA REDONDA 31-07-2011

Festival Pernambuco Nação Cultural do Sertão do Pajeú :

programação completa do Festival Pernambuco Nação Cultural do Sertão do Pajeú :

TRIUNFO
Shows - Palco Principal - Praça de Eventos
Sábado - 23/07  Ambrosino Martins (PE),  Fim de Feira (PE) e Raça Negra (RJ)
Domingo - 24/07 Forró Global (PE), A Roda (PE) e Luiza Possi (SP)
Segunda - 25/07 Wassab (PE), Estuário (PE) e A Trombonada (PE)
Terça - 26/07 Karina Spinelli (PE), Belo Xis (PE) e Galeria do Ritmo (PE)
Quarta - 27/07 Kerigma (BA) e 4 por 1 (RJ)
Quinta - 28/07 Orquestra Edição Extra (PE), Assisão (PE), Radiola Serra Alta (PE) e Frejat (RJ)
Sexta - 29/07  Fabrício Ramos e os Templários (PE), Criolo (SP), China (PE) e Geraldinho Lins (PE)
Sábado - 30/07 Junior e Forró Miró (PE), Bia Marinho (PE), Trio Nordestino (BA), Maciel Melo (PE) e Falamansa

Artes Cênicas
Apresentações de Grupos de Cultura Popular : Domingo, 24 de julho - Coreto - 20h
Apresentações de Dança : Quarta a sexta, 27 a 29 de julho - Cine Teatro Guarany - 19h


Artes Plásticas
Exposição "O Santo é de Barro" - Domingo a sábado - 24 a 30 de julho - Rua Manoel Pereira Lima - Dia todo


Patrimônio
Pernambuco na memória: conte aqui a sua história - Segunda a sábado - 25 a 30 de julho - Coreto - 16h às 23h


Artesanato
Caminhão do Artesanato - Sábado a sábado - 25 a 30 de julho - Rua Manoel Pereira Lima - Dia todo


Literatura
A Gente da Palavra com os poetas Miró, Vitória Gabrielle, Mariane Bigio e Felipe Jr - Terça a quinta-feira - 26 a 28 de julho - Ruas de Triunfo - Dia todo


Música
Apresentações de Bandas Filarmônicas e Serenata de rua - Grupo Trovadores de Triunfo - Quarta-feira, 27 de julho - Coreto - 20h


Cultura Popular
Encontro de Bonequeiras- Quinta-feira, 28 de julho - Escola São Vicente - 08h
Encontro de Reisado, Pastoril e São Gonçalo- Quinta-feira, 28 de julho - Coreto - 18h
Encontro de Cocos e Afoxé Yamim Balé Gilê- Sexta-feira, 29 de julho - Coreto - 20h
Acorda Povo e Encontro de Bacamarteiros- Sábado, 30 de julho - Cine Teatro Guarany - 06h
Cortejo com Tabaqueiros, Caretas e Orquestra de Isaías- Sábado, 30 de julho - Coreto - 14h


Fotografia
Exposição "Um olhar sobre os Pontos de Cultura de Pernambuco"- Sexta a sábado, 25 a 30 de julho - Centro Cultural Padre Ibiapina - 09h às 17h


Exposição "Fonofotografia"
Sexta a sábado, 25 a 30 de julho - - Manhã
Visitação do acervo fotográfico da cidade de Triunfo - Diana Rodrigues Lopes
Sexta a sábado, 25 a 30 de julho - Avenida Prof. Pompylio Wanderley, 20 - Centro - 09h às 12h e de 14h às 17h
Varal Fotográfico do 3 Prêmio Pernambuco Nação Cultural - Cidades: paisagens contemporâneas
Terça a sábado, 23 a 30 de julho - Praça de Eventos

AFOGADOS DA INGAZEIRA


Audiovisual
Mostra de Cinema "O Imáginario do Sertão"- Terça-feira, 26 de julho - Cine São José - 19h
Programação: Até o sol raiá de Fernando Jorge e Leandro Amorim, O jumento santo e a cidade que se acabou antes de começar de Leonardo Domingues e William Paiva, Incenso de Marcos Hanois, Bode Movie de Tarciano Valério, Do morro? de Myckaela Plotkin e Rafael Montenegro, O Sertão de Zé do Mestre de Tila Chitunda e Coco de improviso e a poesia solta no vento de Natália Lopes (Ponto de Cultura TC e Laboratório de Intervenção Artística - LAIA)

Mostra de Cinema "O Imáginario do Sertão"
Quarta-feira, 27 de julho - Cine São José - 19h- Programação: Faço de mim o que quero de Petrônio de Lorena e Viajo porque preciso volto, porque te amo (longa metragem) Marcelo Gomes e Karin Ainouz

Encerramento da Oficina Realizando em 1 Minuto
Sexta-feira, 29 de julho - Cine São José - 17h
Programação: Velho Samba da Ilha de Chico Egídio (Ponto de Cultura Cine Raiz) e As toadas do Mestre Zé de Bibi de Janaína Félix e Micheli Santana (Ponto de Cultura Ação Cultural - Projeto Seu Zé)

Música
Quinta Cultural - apresentação do Grupo de Flauta Doce Infantil do Pajeú, Banda de Pífanos Santo Antônio e Rabecado
Quinta-feira, 28 de julho - Cine São José - 20h

CARNAÍBA

Fórum Regional de Cultura
Segunda, 25 de julho - Escola Estadual João Gomes Reis - 08h30

Cultura Popular
Encontro Cultural das Comunidades Quilombolas do Sertão do Pajeú
Quinta-feira, 28 de julho - Quilombo Eufrasino José da Silva - 09h às 12h e 14h às 18h30


Música
Apresentações de Bandas Filarmônicas - Filarmônica Santo Antônio (Carnaíba), Filarmônica Maestro Israel Gomes (Carnaíba) e Banda Musical Isaías Lima (Triunfo)- Terça-feira, 26 de julho - Praça de Eventos - 19h
Apresentações de Cultura Popular- Sexta, 29 de julho - Praça de Eventos - 19h

FLORES


Música
3ª Copa Pernambucana de Bandas e Fanfarras - Realização Secretaria Estadual de Educação
Domingo, 31 de julho - Cidades de Flores - Manhã


SERRA TALHADA


Cultura Popular
Apresentação de Grupos de Xaxado: Bandoleiros de Solidão, Luiz Pedro, Renascer do Sertão, Cabras de Lampião- Quinta-feira, 28 de julho - Pátio da antiga Estação Ferroviária - 19h

Música
Encontro de Bandas de Garagem: Banda Kaêra, Banda Doppamina, Banda No Sense, Banda Metal Milícia, Andranjos, Combo Percussivo´- Sexta-feira, 29 de julho - Pátio da antiga estação ferroviária - 19h
Palestra Estratégias para construção de carreira musical com Gilmar Bola 8 (Nação Zumbi)
Sala Multimídia do Museu do Cangaço, 29 de julho, 17h

TABIRA


Cultura Popular
Apresentação de Grupos de Samba de Coco- Terça-feira, 26 de julho - Praça Gonçalo Gomes - 20h


Literatura
Encontro literário com poetas e repentistas (Mesa de Glosas)- Quarta-feira, 27 de julho - Auditório da Escola Estadual Alves Cavalcanti - 19h



Música
Encontro de Trios Pé de Serra e Declamadores- Quinta e sexta-feira, 28 e 29 de julho - Praça Gonçalo Gomes - 20h

TUPARETAMA


Cultura Popular
Balaio Cultural: Paulo Matricó, Vozes do Campo, Adelmo Aguiar e Denilson Nunes, Afoxé Alafim Oyo, Rodriguinho do Acordeon e Os Forrozeiros, Dida Sanfoneiro e seu regional
Sábado, 30 de julho - Palco da Academia da Cidade - 19h

SÃO JOSÉ DO EGITO


Cultura Popular
Quintal da Cantoria- Quinta-feira, 28 de julho - Marcelo's Bar - 20h
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é hoje !! SEGUNDO CASTELO DAS FÉRIAS - FORRÓ NO CASTELO ARMORIAL- BELMONTE- PE


"CASTELO DAS FÉRIAS" 2 Ambientes 1-Forró Pé-de-Serra


 2-Música Eletronica. Atenção Vendas:na Papelaria Reino 


Encantado "LIMITADOS" R$ 5,00 Cidade:São José do 


Belmonte-PE/Sáb.16 e 23 de Julho (Garanta Já Seu Ingresso..)





20 julho, 2011

ORAÇÃO DA IGREJA GLACIAL DO QUEIJO DO REINO DE DEUS

Autor: Ismael Gaião


Você de vida sofrida

É alguém que diz assim:

Ai, Pastor, a minha vida

É uma derrota sem fim

Só de dor e sofrimento

Minha vida é um tormento

Eu já não aguento mais

Eu dou um passo pra frente

Mas é um passo somente

Dando dez passos pra trás.


Minha vida é um horror.

Eu não consigo vencer.

Pois, minha vida, Pastor,

Tem sido só pra sofrer.

Tenha calma, meu irmão,

Pra tudo tem solução

Sendo seu Pastor lhe digo:

Lembre do que a Bíblia diz

Você só será feliz

Fazendo igual ao mendigo.  

SUICÍDIO - ESTRÉIA DA COLUNA ISMAEL GAIÃO

É com grande prazer que anuncio a chegada de mais um colunista no Blog do Belmontense, o poeta amigo Ismael Gaião, que inicia seu causo



SUICÍDIO

Da varanda de seu apartamento, a linda jovem, que acabara de se arrumar para ir à faculdade, gritou:

- Ai meu Deus, ela vai pular!

- O que foi minha filha?

- Aquela moça, mamãe. Em cima daquele prédio. Ela está tentando um suicídio.

- Que prédio? Que moça? Não estou enxergando.

- Aquele, da avenida ali em frente. A moça está com uma touca branca na cabeça.

- Meu Deus! A que ponto chega o desespero humano. No mínimo ela perdeu o emprego ou, talvez,

encontrou o marido na cama com outra mulher.

- Temos que fazer alguma coisa. Vou ligar para o corpo de bombeiros.

Começou o corre-corre. Enquanto a mulher ligava para o corpo de bombeiros, a filha conversava com o namorado ao celular.

- Uma moça está em cima de um prédio, aqui perto, tentando suicídio. Vamos avisar aos amigos no Orkut. É possível que alguém more lá e tente fazê-la desistir.

Após falar com a emergência do corpo de bombeiros, a senhora, que deixou a comida abandonada no fogão, interfonou para a guarita de seu prédio.

- Você tem o telefone do condomínio daquele prédio? Uma mulher está querendo pular da cobertura!

- Estou vendo. Parece que o marido está atrás dela. Deve ser briga de casal.

Aos poucos, a informação circulava pelas redes sociais. O trânsito, que há muitos anos deu um nó, parou de vez. Das janelas dos ônibus ouviam-se os gritos:

- Ele não merece isso não. Dá um tiro nele.

- Como é que eu chego ao trabalho hoje?

Multidões se aproximavam por todos os lados. Ruas, becos e avenidas. Era uma multidão só. Vendedores de água mineral corriam de carro em carro.

- Olha a água, madame! “É dois real”. “É só dois real”.

- O governo não faz nada. Deveria haver psicólogos e assistentes sociais em todos os postos de saúde. O povo deveria receber mais atenção dos governantes.

Limpadores jogavam água nos para-brisa. Algumas moças entregavam panfletos de propaganda.

- Gostosa! Você é a nora que minha mãe pediu a Deus!

- Não jogue, não! O para-brisa estava limpo e você jogou sua água suja!

- Essa é a terceira vez que ela tenta suicídio. Há pouco mais de um mês ela tomou uma caixa de comprimidos, mas conseguiram salvá-la.

O barulho das buzinas era ensurdecedor. O corpo de bombeiros e a polícia usavam megafones, mas os dois, que se encontravam em cima do prédio, não ouviam.

Devagar, eles caminhavam de um lado para o outro, em cima do teto. Os repórteres chegavam de todas as rádios, jornais e redes de televisão.

- O plantão 24 horas informa: Jovem tenta suicídio em um dos prédios mais altos do centro dessa capital.

Pequenos assaltos foram ocorrendo nas ruas da vizinhança. Mulheres e jovens eram os melhores alvos dos pequenos bandidos.

- Policial, um trombadinha levou minha carteira e meu celular.

- A vida daquela moça está em jogo. A senhora não está vendo?

Os pequenos comerciantes fecharam suas portas. Os guardas de trânsito não conseguiam controlar os engarrafamentos. O Shopping Center reforçou a sua segurança.

18 julho, 2011

POSTAGEM ESPECIAL: BANDA Os Sertões

Os Sertões:
Clayton Barros - voz, violão, guitarra
Rafael Duarte - voz, baixo
Deco Trombone - sopro
Perna - bateria

Clayton Barros é um músico brasileiro, violonista, vocalista e compositor, ex-integrante da banda Cordel do Fogo Encantado. Em 2010, com o final da banda, Clayton começou um novo projeto onde ele deixa transbordar toda a sua criatividade e inspiração.

A banda é composta pelo vocalista e violonista Clayton Barros, Deco Trombone, da banda Ska Maria Pastora, do baixista Rafael Duarte, do grupo Rivotrill, e do baterista Perna, da banda Radistae. O repertório é baseado em composições próprias, além de interpretações de Zé Ramalho e Les Baxter. De acordo com Clayton, as músicas foram compostas ao longo da trajetória do Cordel do Fogo Encantado e outras feitas após o fim da banda, em fevereiro de 2010.

“A inspiração para novas músicas parte de viagens e discussões sobre o tempo, as cidades e seus paradoxos”.

DoZero by ossertoes

Os Sertões já articula apresentações no Recife e em outros Estados. Ainda esse ano a banda pretende trabalhar na gravação e no lançamento de um CD.

Clayton Barros é um artista completo, cheio de poesia e inspiração, vale a pena ver o seu novo trabalho surgindo.

"Alamedas e avenidas se juntarão, unidas por cordas, sopros e batidas. As imagens do som, da estrada, o percurso. A tela da memória projetando, o braço armado em riste disparando notas áridas, harmônicas e instigantes. O tempo, a velocidade e as quilometragens partem do zero, assim a nossa história continua movida pelos sons de cada um que fazem parte dessa viagem."



REPORTAGEM NORDESTINOS EM SANTA CATARINA

16 julho, 2011

16 de Julho- Dia de NOSSA SENHORA DO CARMO- TOADA EM HOMENAGEM A SANTA

TOADA de autoria de Cícero Moraes, cantada por Leandro Boaideiro





ORAÇÃO DE NOSSA SENHORA DO CARMO


Senhora do Carmo, Mãe da Família Carmelitana e Estrela do Mar, que o Santo Escapulário atraia sobre mim o Vosso olhar, seja ele o sinal de Vossa especial proteção nas dificuldades e desafios do Novo Milênio.

Virgem do Carmo, Mãe dos pobres e dos Mártires da América Latina, assim como ouvistes a súplica de Santa Teresa Benedita da Cruz e de São Simão, inclinai propício Vossos ouvidos às minhas preces e aos meus pedidos (fazer o pedido).

Rainha da Paz e Mãe dos Missionários, cobri-nos com o Vosso manto sagrado, revesti-nos com o Santo Escapulário.
Graças Vos dou por me haverdes atendido.

Quem quer vencer faz assim- WELLINGTON VICENTE ( filho de Zé Vicente)

Quem quer vencer faz assim.

(Mote do poeta Matias Neto)

Exerça a fraternidade,
Pratique a filantropia,
Ignore a covardia,
Cultive sempre a verdade,
Dê desprezo à falsidade,
Ore ao Senhor do Bonfim,
Regue sempre o seu jardim
Com as gotas da bonança,
Conserve sua esperança.
Quem quer vencer faz assim.



Distribua mais abraços,
Relembre os momentos bons,
Viva alimentando os dons,
Dê rumo certo aos seus passos,
Tire exemplos dos fracassos,
Não cultue o que é ruim,
Seja reto até o fim,
Tenha bondade em seus atos,
Nunca alimente boatos.
Quem quer vencer faz assim.

Não inveje quem trabalha
(Trabalhe do mesmo tanto!)
Não blasfeme contra santo,
Se falhar, corrija a falha,
Seja leal na batalha,
Amigo em qualquer festim,
Um conselheiro em motim,
Justo em toda decisão,
Exemplo pra cada irmão.
Quem quer vencer faz assim.

Glosas: Wellington Vicente.

Porto Velho, 24/12/2008.

COLUNA NA CACIMBA DA POESIA

cumpadi Luciano Pedrosa do http://www.poetalucianopedrosa.com/, escreveu um galope malassombrado de bonito! 

Montado num feixe de luz de poesia
Viajo nos céus desaguando repente
Extraio a beleza da estrela cadente
e pinto o retrato da noite no dia
Cometas de versos eu desviaria
botando no rumo do meu inspirar
Canções e poemas iriam vingar
com tons de doçura contidos no mel
Vertendo palavras caídas do céu
Buscando existência na beira do mar.

15 julho, 2011

Mais uma de CHICO Preá

Devido ao sucesso da postagem anterior, resolvi postar mais um causo desse sertanejo cheio de peripécias, para deleite dos nossos leitores.


Chico Preá adverte: No Sertão, lixo radioativo será armazenado em cabaças



EM ITACURUBA O LIXO RADIOATIVO VAI FICAR DENTRO DE CABAÇA !


Pois bem. Préa estava com a turma  na budega de Zé de Quelé, quando de repente, uns”boyzinhos” estacionam o carro, abrem o porta-malas e lasca o som em toda altura: “Desce a bundinha mais em baixo.  Bate na bichinha, levanta a calcinha. Rala a ‘tcheca’ no chão”. À medida que o som ia rolando, Chico Preá inchava feito um sapo cururú e tomava uma lapada de cana atrás da outra. Não deu outra. O filósofo partiu de lá mais enfezado que sete gatos dentro de um saco amarrado e alterou  o som. “  PQP. SERÁ O BENEDITO ? Vocês  saem de Serra Talhada pra fuleirar o Carnaval dos outro? Peguem a calcinha e a bundinha de vocês e vão sambar no terreiro da prefeitura. Eles é que gostam dessa fuleiragem”. 

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FÉRIAS CULTURAIS EM SALGUEIRO

14 julho, 2011

COLUNA EFIGÊNIO MOURA - CAI CAI BALÃO



Cai Cai Balão
Efigênio Moura ( contato@efigeniomoura.com.br)

São João de Campina Grande. Antes de começar o show de Flávio José, aproveitando a folga, dois garis dançavam no pátio vazio do Parque do Povo. O som amplificava os sucessos de Flávio e os dois amigos, já calibrados, trocavam passos, ora engraçados, ora acertados. Era um malabarismo só e somente suas alegrias conseguiam decifrar o momento. São João. Padroeiro dos dois.
- Nasci no dia 24 de Junho, purisso mãe butô João Batista, o Batistinha.
Apresentava-se o mais baixo.
- Nasci no dia vizin, do lado cá, no dia 23, quaje partino pr’outro dia, João de Sousa, conhecido pru Juãzin Piaçava.
Eram muitos amigos apesar dos bairros diferentes. Batistinha do São José, Piaçava do Zé Pinheiro.
Naturalmente um era Treze, e o outro, Campinense, mas o São João os unia, e dançavam juntos e provocavam as dançarinas das quadrilhas em arrumação, e ouviam desaforos e não ligavam pra nada. Faziam piruetas e cantavam erradas as cantigas imortalizadas na voz do Caboclo Sonhador, nas letras de Maciel Melo e Flávio Leandro.
- Pia Batistin, tao sujano o chão de propósio. Ô povo rin!
- Vamo dançá in riba pra ispaiá o lixo.
Abriam os braços, cantavam alto e desafinado, até serem percebidos por uma equipe de Televisão que tinha vindo do Sul do país para cobrir o evento.
Os dois dançando, o cinegrafista tentando enquadra-los, o cabo-man arrumando uma posição, o repórter buscando no quengo o texto, de repente, os dois param.
Batistinha e Piaçava perceberam que estavam sendo observados.
Todos param.
O cinegrafista achou o quadro, o cabo-man ficou quieto, o repórter se colocado dentro do quadro se aproximando de costas para os dois...
Os amigos se entreolham e surpresos e assustados, perguntam quase numa voz só:
- O qui nós fizemo?
Nada.
- Vamos conversar agora com um casal de gays maravilhados com a festa tradicional de Campina Grande, a alegria deles contagia a multidão, vamos saber qual motivo de tanta alegriaaaaaaa...
O repórter estava efusivo.
Ainda atônitos, os Joões  quase que não entenderam nada.
- Quem bixiga é gay Piaçava?
- Shiiiiiii.
O repórter perguntou:
- Com licença, qual motivo de tanta alegria amigos?
Batistinha respondeu:
- Ah, nós espera o ano todim pelo São João, a mió festa do ano, é 30 dia torano dento...
E riram.
- Campina Grande é famosa pela sua festa, sua gente hospitaleira e pelo futebol não é? Vocês gostam de futebol?
- Oxe, nós só véve no Amigão. Eu sou do Zépa e quem é do Zépa tem de sê da Raposa. Do Campinense.
- Já eu, meu nome é Batistinha, muito prazê. Sou do Galo, do Treze, o Bi Campeão do estado...
Isso já foi motivo para se afastarem um pouco. Percebendo que a pergunta causaria confusão, o repórter mudou o assunto...
- Qual melhor dia da festa daqui?
Batistinha pulou na frente.
- Treze. Dia 13. Dia de Santo Antônio. E num interessa quem vai tocá.
Piaçava já se afastado...
- Sabia Seu Zé, qui quem nasce in Campina é Campinense pra toda vida?
Batistinha se intrometeu:
- Sabia qui todo mundo um dia tem 13 ano. Intendeu ? Trezi-ano?
- E quié númuro de Azar ?
- Sabia qui a maior tucida é do galo ?
Pronto.
O cinegrafista já se balançava buscando um ou outro de tão afastado que estavam. O repórter agoniou-se. Mudou o assunto drasticamente...
- Fora Santo Antônio, São Pedro e São Joao, qual outro grande santo daqui?
Batistinha na frente:
- São José. Meu bairro.
Piaçava respondeu.
- Santa Cruz, de Ricife.
- Oxe e Santa Cruz de Ricífe é lugá de Campina ? Indoidô foi vassôra afulozada ?
- Ta lembrado não frango goguento do cai cai la in Ricife, correro cum medo de apanhá, Batestinha  ? E era um amistoso visse ?
O repórter já, sem querer estava no meio dos dois, doido pra fugir da situação...
- E é infelí? E tu lembra dos quáto qui metemo no rabo de voceis, preá freguês da gota serena ?
Os ânimos exaltados, eis que de repente, no som do Parque do Povo, toca-se a cantiga CAI CAI BALÂO *. Piaçava começa rir e o cacete começa. O primeiro bufete foi no repórter que nunca mais quis saber de Treze ou Campinense.


·        Depois do episódio do jogo de volta contra o Botafogo, toda vez que o Treze enfrentou o Campinense era saudado pela Torcida Raposeira com essa musica, uma referencia ao cai cai do clube contra o Santa Cruz em um amistoso e contra o Botafogo, pelo Paraibano desse ano.

12 julho, 2011

COLUNA CHICO PREÁ - autoria de Giovanni Sá



Dia desses esbarrei com um leitor numas das ruas da cidade que abriu o verbo. “Volte a escrever as histórias do Preá, pois eu me encontro à beira de uma depressão. O Chico me ajuda a tirar do cacimbão”. Após este desabafo, dei de conta da importância destas mal tecladas linhas e peço desculpas. Nenhum de vocês têm a obrigação de suportar meus dilemas. Portanto, mãos à obra. Ou melhor, às teclas. Noves fora nada, saímos de um São João meio que fora do comum. Vi muita propaganda dos festejos de Arcoverde, Caruaru, e tantas outras cidades, até de Calumbí, e por estas bandas só falamos dos filhos do seu Francisco. Toda a propaganda foi feita em cima dos dois “meninos”. Foram cartazes, rádio, TV e o escambau.

O resultado é que no dia do show lotou de gente até o parapeito. Arre! vocês devem estar pensando se estive por aquelas bandas. Muito pelo contrário. Mas o Chico Preá, o filósofo de Água Branca assistiu a tudo e provocou o maior furdunço. Daqui a pouco conto tudo com detalhes. Aguardem as próximas mal tecladas linhas. Comendo pelas beiradas, alguns de vocês devem estar perguntando o que isso tudo tem haver com a boina do prefeito. Nada, rárá!!!
Mas me atrevo a relatar um fato para acabar com toda e qualquer névoa de confusão. O caso eu conto como o caso foi.
Muitos de vocês estão cientes que agora tenho uma outra ocupação. Divido um programa de rádio na Vila Bela Fm, com o parceiro Júnior Duarte. O programa é 12h às 13h. É uma forma de engrossar o mingau das crianças. Pois bem. Numa certa feita bati de frente com o prefeito Carlos Evandro no estúdio da Vila Bela e quando pensei que ele iria “atirar” o verbo para cima de mim, o homem disparou:
“Trouxe uma boina pra você lá de Londres. Da terra da rainha Elizabeth”. Então fiquei aliviado. Agradeci ao prefeito e recebi com orgulho o presente. “Danou-se, uma boina de Londres. Vixe que já tô subindo na vida”. No dia seguinte fui à Água Branca todo feliz com a boina nova e deparei com um comitê de recepção da caixa prego.
Chico Preá, Barrufa, Manezin Patola, Tonho Pé-de- Bomba, todos sem exceção já sabiam da notícia, uma vez que o Junior Duarte fez a entrega da boina ao vivo… em tempo real. Não deu outra.
- ômi como é que você se vende pelo bonezin do capital estrangeiro ?
- Rapaz, isto é um presente e é coisa fina da terra da rainha- retruquei.
- É a rainha da “ingraterra” que paga suas conta, seu jornalista imbecil. Se tu queria um boné novo, era só falar com Rogério da Pitú qui tú recebia um autrografado. Você se vendeu, foi?
Então o tempo esquentou. Afinal de contas, o Preá estava colocando em xeque a minha ética profissional. E por um boné? Ou melhor, por uma boina? Bom, mas é da Inglaterra. Arre-égua! Ops, ói eu falando besteira. A poeira só baixou depois que enfiei a boina no bolso. O prefeito Carlos Evandro que me perdoe, mas o presente só me deu dor de cabeça e em Água Branca eu não uso nem amarrado.
Noves fora nada, após fumarmos o cachimbo da paz, a comadre Zefa chegou toda animada e fez o alerta:
“Chiquinho, vamo se arrumar pra assistir ao show de Zezé de Camargo e Luciano”.
A turma fez a maior festa até Barrufa fazer uma pergunta sem nexo.
- Ô Chico, esses menino vão cantar Pagode Russo e Peixe-Piaba ? Após um breve silêncio, e duas lapadas consecutivas, o filósofo respondeu:
“Se eles não iam, agora vão ter qui cantar. Os patrão somo nóis. É dinheiro público e eles tem que cantar o que nóis gosta”. Aí a gritaria comeu no centro. Subimos no caminhão pau-de-arara e seguimos rumo a Estação do Forró. Fui pra casa, não fiquei para o show. Mas o que relato agora é a pura verdade e dou às provas. O caso eu conto como o caso foi.
Toda a truma ficou bem no gargarejo, em frente ao palco. Quando a dupla sertaneja subiu foi o maior furdunço e gritaria. Zefa era a mais histérica:
“Luciano, Luciano… Luiciannoo”. Chico Preá não aguentou e meteu um grito só.
“Mulé vai te lascar. Baixe o facho. O que diabo que este marmanjo tem que não tenho”. E prontamente Zefinha se acomodou. Pois bem. Lá prás tantas, quando todos estavam turbinados e prá lá de bagdá, Chico Preá começou a gritar:
“CANTA PAGODE RUSSO E PEIXE PIABA. CANTA PAGODE RUSSO E PEIXE-PIAPA. EU TÔ PAGANDO “. E toda a turma “acunhou” no grito, até um pelotão da PM intervir os frenéticos fãs. Resultado: foram levados a Delegacia de Polícia e é aí que entro, quando soube de toda a história.
Conversei com o delegado, mas o principal argumento foi do Preá.
“Dotor, quem é melhor: Luiz Gonzaga, Assissão ou os filhos do seu Francisco” ? A sorte foi que o delegado era fã do Rei do Baião. O caso eu conto como o caso foi.
Um abração e até a próxima.

AUTOR- Giovanni Sá, 48 anos, jornalista e escritor. Foi correspondente do Jornal do Commercio (Recife) por quatro anos e repórter do extinto Gazeta do Pajeú. Hoje atua em rádio, assessoria de imprensa e há mais de uma década edita o Jornal Desafio, de Serra Talhada. É membro da Academia Serra-talhadense de Letras e da União Brasileira de Escritores (UBE). Autor de A Liberdade das Palavras (1983) e Eu, Chico Preá e Nossas Histórias 

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