06 setembro, 2011

Até hoje não vi ninguém roendo Que não sinta vontade de beber



POETA  DJAIR OLÍMPIO - GRAVATÁ - PE


Quando um filme  real alguém assiste
Que a distancia separa os corações
O seu peito  se inunda de emoções
E aos ataques da dor não se resiste
Numa mesa de bar se senta triste
Diz: “psiu” e o garçom vem lhe atender
Pede a dose de cana pra esquecer
Os ataques de amor que ele ta tendo
Até hoje não vi ninguém roendo
Que não sinta vontade de beber



a carência de amor abraço e beijo
faz o homem sofrer até de mais
que a tristeza que atinge é tão voraz
que eu olhando pra um eu sempre vejo
uma pinga matando o seu desejo
um cigarro no dedo pra acender
tira-gosto na mesa pra comer
e uma foto da ex que ele ta vendo
Até hoje não vi ninguém roendo
Que não sinta vontade de beber


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