09 agosto, 2011

na cacimba da poesia - COLUNA LUCIANO PEDROSA


08 agosto, 2011

COLUNA DE POESIA- POETA FELIPE JUNIOR


A CAPELA DOS GROSSOS* FOI CENÁRIO
PRA HISTÓRIA DE AMOR QUE NÓS VIVEMOS

*Grossos: distrito de São José do Egito/PE
Na novela de amor que nós criamos
Cada um fez de si protagonista
E nas cenas tu foste a grande artista...
Fielmente nós dois nos entregamos.
Através dos olhares imploramos
Essa pura paixão que nós tivemos
Dentro de três palavras prometemos
Sermos um nesse mundo imaginário.
A capela dos Grossos foi cenário
Pra história de amor que nós vivemos.

Bem na frente se via uma capela
Em que Deus aprovava dando o visto
E depois assinava Jesus Cristo
Decretando a excelência da novela.
Nos meus braços olhava o corpo dela
E depois desse olhar nós dois pudemos
Contemplar um ao outro, então nos vemos
Num veículo de amor, nosso sacrário.
A capela dos Grossos foi cenário
Pra história de amor que nós vivemos.

Entre o quente do corpo e a noite fria,
Vendo o sol da paixão na madrugada,
Nossa temperatura em disparada,
Um pecado à metereologia.
E na pausa do beijo, uma poesia
(coisas que só nós dois é que entendemos)...
Bem depois de um soneto é que nós cremos
Que a paixão foi sem dúvida o itinerário.
A capela dos Grossos foi cenário
Pra história de amor que nós vivemos.

Teu olhar me fitava e eu senti
Que tu eras pra mim a minha meta
Não serei para ti mais um poeta,
Mas serei o poeta para ti.
Talvez não seja bom citar aqui
O conceito de amor que nós dois temos,
Pode ser que os sinônimos que dizemos
Não mais caiba no nosso dicionário.
A capela dos Grossos foi cenário
Pra história de amor que nós vivemos.

Como abelha distante do jardim,
Tentarei ser bem mais explicativo,
Eu me sinto até mesmo um morto-vivo
Sem teu corpo presente junto a mim.
Mas se acaso esse caso levar fim
A certeza que eu tenho é que perdemos
Assim é que nos distanciaremos
E o final do capítulo é sanguinário.
A capela dos Grossos foi cenário
Pra história de amor que nós vivemos.

Não serei da novela mais ator
Também não farei parte deste elenco
E na vida real é que eu despenco
Por motivos fiéis ao teu amor.
A caneta será da minha dor
Companheira fiel onde haveremos
De compor num papel que escreveremos:
“Eu te amei. Assinado, teu Nazário.”
A capela dos Grossos foi cenário
Pra história de amor que nós vivemos.

Poeta Felipe Júnior
Tabira, 28 de julho de 2011

06 agosto, 2011

Peito de Aço - KAYSON PIRES

Peito de Aço



Com a força maior da natureza
Resolvi separar um elemento
E da pedra mais rígida que o cimento
Construi em meu peito a fortaleza
Derretida no fogo a brasa acesa
Modelei um colete que se usa
Protegendo o meu peito sob a blusa
Temperado em alta densidade
Mas fui vitima da crosta da saudade
Qual ferrugem que da no ferro gusa

As partículas minúsculas projetadas
Boleadas no níquel mais brilhante
Bem mais juntas que a de um diamante
Bem mais claras que estrelas cintiladas
Só não foram, porém por mim blindadas
As entranhas da alma em descompasso
De ferrenho ferreiro a um palhaço
Que não soube amar a ferro e fogo
E queimei o amor perdendo o jogo
Por pensar que meu peito era de aço.

Kayson de Oliveira Pires
Fazenda Nova 09 de fevereiro de 2010

.

04 agosto, 2011

TEXTO DE DEDÉ MONTEIRO- A MISSA GONZAGUEANA


A MISSA GONZAGUEANA
“Ninguém esquece sua voz de ouro,
Chapéu de couro (seu maior troféu).
A “Asa Branca” se tingiu de luto
E o rei matuto foi tocar no céu.”


POETA  DEDÉ MONTEIRO
Além do padre Luizinho (de Tuparetama/Carnaíba/São José), que é também músico e poeta e presidia a celebração religiosa/poético/musical, estava presente todo o grosso do forró nordestino: Camarão, Santana, Maciel Melo, Alcimar Monteiro, Josildo Sá, Bia Marinho, Galego do Pajeú, Terezinha do Acordeon, Luizinho, Trio Nordestino, Quinteto Violado, Ed-Carlos, Petrúcio Amorim, Xico Bizerra, Cesar e Cristina Amaral, Bruno Lins e muito mais gente.


Muitos poetas também estavam presentes: Vinicius Gregório, Felipe Jr, Zelito Nunes, Paulo Moura, Padre Brás (concelebrante), Paulo Carvalho, Jr. do Bode (presidente do Memorial Luiz  Gonzaga, em festa pelo seu 4º ano de trabalho) e muito outros. 
Do altar (de onde o padre Luizinho comandou a emoção) até o palco (por onde passaram mais de 20 forrozeiros) foi uma festa só, e ninguém deve ter gostado do que viu mais do que o próprio filho de Januário, pois, ali, o autêntico forró foi exaltado com todas as honras.
Na celebração interna, vários momentos muito emocionantes: 1- quando os artistas, na entrada, cantam “Ave Maria Sertaneja”; 2- quando, de joelhos diante do altar, no ato penitencial, cantam “Suplica Cearense”; 3- quando, no ofertório, cantam “Frutos da Terra”; 5-  e quando, num grande coral com o povo, encerram a celebração cantando “Asa Branca”.


Ajudando ao Padre, na homilia, Dedé Monteiro disse:
Na defesa do Nordeste,
Nosso querido lugar,
Luiz foi mandacaru
Com valentia sem par,
Cutucando todo mundo
Pra ver a pátria acordar!
Precisamos de Santanas
Como a que gerou Luiz;
De Januários também,
Matutos de bom verniz,
Pra nos servirem de bênção,
Exemplo, espelho e raiz.
Bênção que fala de paz,
Exemplo que exige mais,
Espelho que tudo diz,
Raiz profunda e segura,
Que interfira na cultura
E dê vergonha ao pais!
E, em dueto com Vinícius, na despedida:
D-  Foi celebração de vida!
V-  Gonzagão nunca morreu!
D-  A força do nome seu
V-  Não comporta despedida.
D-  Vinte e dois anos da ida
V-  Do filho de Januário.
D-  Foi tudo extraordinário!
V-  Para o ano a Festa é 100!
D-  Até o ano que vem,
V-  Na Festa do Centenário!
De parabéns o Memorial, o Recife, o Nordeste e o Forró!
Grande abraço, poeta !
Dedé Monteiro

03 agosto, 2011

Delegado do Distrito Federal relata crime em forma de poesia

O delegado Reinaldo Lobo, da 29ª DP, no Riacho Fundo, a 18 quilômetros de Brasília, surpreendeu a Corregedoria da Polícia Civil ao registrar, no dia 26 de julho, um crime em forma de poesia. O relatório, documento que faz parte do inquérito policial, não foi aprovado e teve que ser refeito.
O relatório dizia respeito a um crime de receptação, ocorrido na noite de 22 de julho, quando um homem foi flagrado por policiais militares na garupa de uma motocicleta roubada.


Já era quase madrugada
Neste querido Riacho Fundo
Cidade muito amada
Que arranca elogios de todo mundo
O plantão estava tranqüilo
Até que de longe se escuta um zunido
E todos passam a esperar
A chegada da Polícia Militar
Logo surge a viatura
Desce um policial fardado
Que sem nenhuma frescura
Traz preso um sujeito folgado
Procura pela Autoridade
Narra a ele a sua verdade
Que o prendeu sem piedade
Pois sem nenhuma autorização
Pelas ruas ermas todo tranquilão
Estava em uma motocicleta com restrição
A Autoridade desconfiada
Já iniciou o seu sermão
Mostrou ao preso a papelada
Que a sua ficha era do cão
Ia checar sua situação
O preso pediu desculpa
Disse que não tinha culpa
Pois só estava na garupa
Foi checada a situação
Ele é mesmo sem noção
Estava preso na domiciliar
Não conseguiu mais se explicar
A motocicleta era roubada
A sua boa fé era furada
Se na garupa ou no volante
Sei que fiz esse flagrante
Desse cara petulante
Que no crime não é estreante
Foi lavrado o flagrante
Pelo crime de receptação
Pois só com a polícia atuante
Protegeremos a população
A fiança foi fixada
E claro não foi paga
E enquanto não vier a cutucada
Manteremos assim preso qualquer pessoa má afamada
Já hoje aqui esteve pra testemunhá
A vítima, meu quase chará
Cuja felicidade do seu gargalho
Nos fez compensar todo o trabalho
As diligências foram concluídas
O inquérito me vem pra relatar
Mas como nesta satélite acabamos de chegar
E não trouxemos os modelos pra usar
Resta-nos apenas inovar
Resolvi fazê-lo em poesia
Pois carrego no peito a magia
De quem ama a fantasia
De lutar pela Paz ou contra qualquer covardia
Assim seguimos em mais um plantão
Esperando a próxima situação
De terno, distintivo, pistola e caneta na mão
No cumprimento da fé de nossa missão
Riacho Fundo, 26 de Julho de 2011
Del REINALDO LOBO
63.904-4″

Ivete Sangalo e Ébano Nunes Show em Trindade

ÉBANO escreveu :
Na última sexta (dia 29/07) tive a honra de dividir o palco com uma das maiores cantoras do nosso país: Ivete Sangalo, em um show que ela veio fazer no interior de Pernambuco, na cidade de Trindade.
Cantei duas músicas com ela, sendo elas: “Riacho do Navio”, do eterno Rei, Luiz Gonzaga e “Eu só quero um xodó” de composição de Anastácia e Dominguinhos.
Foi um momento ímpar para mim e para minha caminhada musical, pois fui muito bem aceito pelo público e pela própria Ivete.
Estou muito feliz!
Aí vai o vídeo para que vocês possam dar um olhada e até comentar o que acharam.
Desde já, os meus agradecimentos.

vejam o vídeo:

01 agosto, 2011

ÊXTASE - Canção dos Nonatos: Poetas, repentistas, compositores, cantores




Fico bobo do jeito de um menino,
Toda vez que teu corpo se insinua
Com instinto selvagem eu imagino
Teus cabelos vestindo a praia nua,
E à distância eu te sigo como o sol
Há milhares de anos segue a lua.

Muito além dos contatos epidérmicos
Vai o toque sutil do meu AMOR
Eu prometo manter teus lábios térmicos
Quando houver um blecaute de calor
Te aguardar paciente como a rosa
Passa a vida esperando o beija-flor

Eu planejo levar-te ao PARAÍSO
Numa ilha deserta no atlântico
Onde o corpo das dunas seja o piso
E o coral das sereias seja o cântico
E eu te acorde com flores, beijo e frutas,
Pro café da manhã ser mais romântico.

Se eu tivesse um instante no teu dia
No meu dia terias mil instantes
Nossa noite de núpcias se daria
Num colchão de espumas flutuantes
E o prazer do depois seria o triplo
Dos prazeres de amor que tive antes.
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Poeta Heleno Alexandre disse:


Com Cícero Moraes nossa poesia
Tem mais um espaço pra ser divulgada
Com vídeo que mostra baião e toada
Interpretação, ritmo e melodia
Letras de canções, notícias do dia
Tudo que envolve arte popular
Quem não viu ainda é melhor entrar
Abaixo é o link pra ser acessado
Do Blog que hoje é o mais visitado
Nos dez de galope da beira do mar

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