I
Pra quem tem assim talento
Mata a cobra e mostra pau
Não existe mote mau
Pra quem tem verso sustento
Cada verso seu rebento
Vem do fundo lá mente
Pois pois poeta tão somente
Faz visível o invisível
NÃO HÁ ASSUNTO IMPOSSÍVEL
PRA QUEM FABRICA REPENTE
II
Vai nas asas de Limeira
Louro Pinto até Cancão
Pois poeta de visão
Pega o rastro de primeira
Na viola mais brejeira
O seu mundo um continente
Vai mostrar toda vertente
Se possui a verve incrível
NÃO HÁ ASSUNTO IMPOSSÍVEL
PRA QUEM FABRICA REPENTE
III
Vai de Serra até Belmonte
Se poeta tem farmácia
Se possui tal eficácia
Faz poema assim de monte
Alargando o horizonte
Do sertão sua nascente
Faz poema bem contente
Pra dizer do indizível
NÃO HÁ ASSUNTO IMPOSSÍVEL
PRA QUEM FABRICA REPENTE
Vai de Serra até Belmonte
Se poeta tem farmácia
Se possui tal eficácia
Faz poema assim de monte
Alargando o horizonte
Do sertão sua nascente
Faz poema bem contente
Pra dizer do indizível
NÃO HÁ ASSUNTO IMPOSSÍVEL
PRA QUEM FABRICA REPENTE