Mas, vamos ao mês de maio, mês das noivas, das novenas, e consequentemente, mês das mães, na visão dos cantadores, independente de crenças, ideologias, interpretações e teorias diante do fato, mas comprometidos com a simbologia e fixação das Deusas da fertilidade.
Então, vamos começar por Zé Catota, cantador de São José do Egito, momento em que ele estava em uma roda de improviso, acompanhado de outros poetas, numa vendinha da cidade, quando chegou a sua mãe. Sentindo a presença dela e do seu estado emocional, pegou o fato no ar e improvisou na medida da emoção de sua genitora:
Estão vendo esta velhinha
envolvida neste manto
com os olhos rasos d’água
o rosto banhado em pranto
cantava quando eu chorava
hoje chora quando eu canto.
envolvida neste manto
com os olhos rasos d’água
o rosto banhado em pranto
cantava quando eu chorava
hoje chora quando eu canto.
João Paraibano é o - HERDEIRO DOS ASTROS (Título de uma Monografia, na UFPE, no Curso de Pós-Graduação em Literatura Brasileira), então, dispensa comentários. Por falar em mãe, vejamos o que essa fera disse com a mãe dele, mas que vale para todas as crianças, principalmente do interior. Nós já publicamos esse verso aqui no JBF, mas como é o mês das mães…
Me lembro da minha mãe
Dentro quarto inquieta do
passando o dedo com papa
nessa boca analfabeta
sem saber que um dedo rude
Tava criando um poeta.
Dentro quarto inquieta do
passando o dedo com papa
nessa boca analfabeta
sem saber que um dedo rude
Tava criando um poeta.