30 julho, 2013

E tudo vem a ser nada. POETA SILVINO PIRAUÁ

Tanta riqueza inserida
Por tanta gente orgulhosa
Se julgando poderosa
No curto espaço da vida
Oh! que idéia perdida
Oh! que mente tão errada
Dessa gente que enlevada
Nessa fingida grandeza
Junta montões de riqueza
E tudo vem a ser nada

Vemos um rico pomposo
Afetando gravidade
Ali só reina bondade
Nesse mortal orgulhoso
Quer se fazer caprichoso
Vive de venta inchada
Sua cara empantufada
Só apresenta denodos
Tem esses inchaços todos
E tudo vem a ser nada

Trabalha o homem, peleja
Mesmo a ponto de morrer
É somente para ter
Que ele se esmoreja
Às vezes chove troveja
E ele nessa enredada
Alguns se põem na estrada
À lama, ao sol ao chuveiro
Ajuntam muito dinheiro
E tudo vem a ser nada

Temos palácios pomposos
Dos grandes imperadores
Ministros e senadores
E mais vultos majestosos
Temos papas virtuosos
De uma vida regrada
Temos também a espada
De soberbos generais
Comandantes, marechais
E tudo vem a ser nada

Honra, grandeza, brazões
Entusiasmos, bondades
São completas vaidades
São perfeitas ilusões
Argumentos, discussões
Algazarra, palavrada
Sinagoga, caçoada
Murmúrios, tricas, censura
Muito tem a criatura
E tudo vem a ser nada

Vai tudo numa carreira
Envelhece a mocidade
A avareza e a vaidade
E quer queira ou não queira
Tudo se torna em poeira
Cá nesta vida cansada
É uma lei promulgada
Que vem pela mão divina
O dever assim destina
E tudo vem a ser nada

Formosuras e ilusões
Passatempos e prazeres
Mandatos, altos poderes
De distintos figurões
Cantilenas de salões
E festa engalanada
Virgem donzela enfeitada
No gozo de namorar
Mancebos a flautear
E tudo vem a ser nada

Lascivas, depravações
Na imoral petulância
São enlevos da infância
São infames corrupções
São fingidas seduções
Que faz a dama enfeitada
Influi-se a rapaziada
Velhos também de permeio
E vivem nesse paleio
E tudo vem a ser nada

Bailes, teatros, festins
Comédia, drama, assembléia
Clube, liceu, epopéia
Todos aguardam seus fins
Flores, relvas e jardins
Festas com grande zuada
Oiteiro e campinada
Frondam copam e florescem
Brilha, luzem, resplandecem
E tudo vem a ser nada

O homem se julga honrado
Repleto de garantia
De brasões e fidalguia
É ele considerado
Mas quanto está enganado
Nesta ilusória pousada
Cá nesta breve morada
Não vemos nada imortal
Temos um ponto final
E tudo vem a ser nada

Tudo quanto se divisa
Neste cruento torrão
As árvores, a criação
Tudo enfim se finaliza
Até mesmo a própria brisa
Soprando a terra escarpada
Com força descompassada
Se transformando em tufão
Deita pau rola no chão
E tudo vem a ser nada

Infindo só temos Deus
Senhor de toda grandeza
Dos céus e da natureza
De todos os mundos seus
Do Brasil, dos Europeus
Da terra toda englobada
Até mesmo da manada
Que vemos no arrebol
Nuvem, lua estrela e sol
Tudo mais vem a ser nada.

25 julho, 2013

Homenagem à Dominguinhos, poesia de Geraldo Amâncio


NÃO HÁ TERRA OU ESTRELA ONDE SE GERE 
OUTRO MESTRE PERFEITO DA SANFONA,
A CIÊNCIA PELEJA MAIS NÃO CLONA
NÃO HÁ NADA NO MUNDO QUE O SUPERE.
QUANDO O LIVRO DOS GÊNIOS SE CONFERE
O SEU NOME IMORTAL ESTÁ ESCRITO.
DEUS QUE SEMPRE ABENÇOA O QUE É BONITO
LHE CHAMOU PARA A CORTE CELESTIAL
PARA SER O MAESTRO PRINCIPAL
DOS CONCERTOS SUBLIMES DO INFINITO.

A SANFONA SE CALA E ESCONDE O TOM,
HÁ UM CLIMA DE LUTO EM TODO SHOW,
O FANTASMA DA MORTE SEQUESTROU
O ARTISTA MAIOR DO ACORDEON.
FOI UM SUPER DOTADO E DO SEU DOM
NOSSA PÁTRIA JAMAIS ESQUECERÁ.
O SEU CANTO NOS LEMBRA O SABIÁ
O MAIS LÍRICO DE TODOS PASSARINHOS,
SANFONEIRO QUE IMITE DOMINGUINHOS
NEM DAQUI A MIL ANOS NASCERÁ.

QUEM OUVIU DOMINGUINHOS PEDIU BIS,
A SANFONA O MELHOR DOS SEUS BRINQUEDOS
SE ENTREGAVA NA CÓCEGA DOS DEDOS
DO MAIOR SANFONEIRO DO PAÍS.
ELE FEZ NOSSA MÚSICA DE RAIZ
COM O SEU FOLE CHEGAR AO APOGEU.
NÃO IMPORTA SE A MÍDIA NÃO LHE DEU
O LUGAR DOS DESTAQUES PRINCIPAIS,
MAS NO PÓDIO ONDE SOBE OS IMORTAIS 
O PRIMEIRO LUGAR AGORA É SEU.

DOMINGUINHOS PARTIU, NÃO VEM DEPOIS,
SUA HISTÓRIA NA MÚSICA É INCOMUM,
É ETERNO POR SER NÚMERO UM
DEUS NÃO PODE ACEITAR QUE EXISTAM DOIS.
SE ETERNIZA NAS LETRAS QUE COMPÔS,
E NA CADÊNCIA QUE SOUBE CONSTRUIR.
DA HARMONIA FEZ ASAS PRA SUBIR
PARA O CÉU DE JESUS PÁTRIA DOS ANJOS,
COM O REI DO BAIÃO FAZENDO ARRANJOS
TÁ TOCANDO FORRÓ PRA DEUS OUVIR.

13 julho, 2013

POESIA : A EXISTÊNCIA DE DEUS. AUTOR: POETA PEDRO BANDEIRA




A existência de Deus

Deus está nas idéias de Platão
Aristóteles, Confúcio, Cicero e Dante
Gutemberg, Barret, Galeno e Kant
Leonardo, Beethoven e Salomão
Quem afirma que Deus é ficção
É nocivo, pequeno e ignorante
Para o mundo é insignificante
Porque Deus é a própria inteligência
É a luz sublimada da ciência
Transformando uma célula num gigante

Deus está no sol quente e causticante
Nas camadas sutis e argilosas
Nas chapadas das serras arenosas
E nas cascatas do bosque horripilante
Nas jornadas saudosas do emigrante
Que se vive a sofrer não se mal diz
Deus existe no caule e na raiz
Na bondade, no amor, na esperança
E no sorriso inocente da criança
Que não sabe o que é ser infeliz

Deus está no voar dos colibris
Única ave que voa à marcha ré
Bota a marcha de força e não dá fé
Que a cabeça está perto do chassis
Deus existe nos verdes alcantis
E nos talhados globais que o mundo tem,
No chacal, no cancão e no vem-vem
Na floresta assombrosa e no arbusto
E na caneta de ouro do homem justo
Que não rouba um tostão de seu ninguém

Deus existe no mar com suas tonas
Nas colcheias dos vates nordestinos
Nos sussurros dos córregos cristalinos
E nas jazidas de ouro do amazonas
Nas ingênuas libélulas que são donas
Das gotículas de orvalho das manhãs
Nas gaivotas do mar, nas jaçanãs
No segredo do fogo e nas centelhas
E no zumbido sonoro das abelhas
Festejando um partido de “milhães”

Deus está no foguete e no avião
Nas emendas do paralepipédico
Na ciência das mãos do próprio médico
Que tentou transplantar um coração
No relâmpago, na chuva, no trovão
E nas fagulhas que vão na correnteza
Na paixão, na humildade e na nobreza,
Nos tecidos da teia da aranha
E no poeta no pé de uma montanha
Recebendo as lições da natureza

Deus existe em todos minerais,
Nos insetos nas aves e nos abrolhos,
Nas lanternas dos nossos próprios olhos
E nas camadas das nuvens pluviais
Na metamorfose nos rosais
Na essência da flor e no “paúlo”
Nas estrelas, no chão, no céu ‘azulo’
No escuro, no ar, na lua clara
No calor do deserto de Saara
E na frieza sem fim do pólo “sulo”

Deus está na criança abandonada
Que soluça com fome e não comenta
E no silencio do louco que senta
Na palhoça da beira da estrada
Nos rangido do remo da jangada
Que uma parte é molhada e outra enxuta
Deus está no preâmbulo da conduta
Do poeta que conta a sua história
E nas medalhas de ouro da vitória
De quem parte pra o campo e ganha a luta

Deus existe em um cérebro eletrônico
Nos cristais que dão vida ao microfone
No mistério da voz do telefone
E nos artista atuais do mundo harmônico
Num piano melódico e sinfônico
Na energia atômica e na corrente
No progresso do mundo atualmente
Na caneta, na tinta e no papel,
E no milagre infinito da EMBRATEL
Que atira a imagem em nossa frente

Deus está numa máquina de escrever
Na mecânica da nova matemática
Na consciência tranqüila da gramática
E numa fita que fala e ninguém vê
Sua faixa estirar nem encolher
Entre a cor, a cadencia e a qualidade
Dependendo de ter velocidade
Ela grava, desgrava e pede bis
Da maneira que a boca humana diz
Ela canta pra toda humanidade

Deus está nesse encontro entre nós
Nos amigos que sentem meus problemas
Nos adultos que escutam meus poemas
E nas crianças que aplaudem a minha voz
Já esteve, ainda está, e logo após
Reunidos daqui viajaremos
Deus é tudo na vida o que nós temos
Crer em Deus é ter flores na memória
É saber que a morte é grande glória
Para a vida eterna que teremos!

22 junho, 2013

A CONTROVÉRSIA DA DATA DE EMANCIPAÇÃO POLÍTICA DE SÃO JOSÉ DO BELMONTE


No dia 02 de outubro de 1890 a Vila de Belmonte foi emancipada do município de Serra Talhada e passou a ser o município de “Belmonte”. No mesmo dia, foi nomeado seu Intendente (o equivalente ao prefeito) e também nomeada a Câmara Municipal. Em outras palavras foi nesse dia, 123 anos atrás, que aconteceu a emancipação política,
jurídica e administrativa de São José do Belmonte.
Embora esta informação possa parecer estranha à maior parte da população, que considera o dia 26 de junho de 1893 como a data da emancipação do município, todavia, o que se comemora na cidade todos os anos no dia 26 de junho na verdade é a data da sua Autonomia Política.
Muita coisa mudou nos últimos 123 anos da história de São José do Belmonte como município. Mudam-se os nomes, mudam-se as datas, mudam-se os protagonistas dos fatos, mudam-se as formas de organizar as estruturas político-administrativas, mas nunca poderá se mudar a verdadeira história da Emancipação Política do Município.
Pois bem, em 16 de maio de 1865, ainda no Império do Brasil, a Povoação de Belmonte foi elevada a Distrito de Paz, que mesmo ainda pertencendo ao Município de Serra Talhada, obteve essa nova condição de distrito como um vantajoso sinal de progresso, sendo o primeiro passo para uma futura emancipação política municipal.
Em 10 de julho de 1890, a Junta Governativa do Estado de Pernambuco reconhecendo a importância do antigo título de Distrito de Paz de Belmonte, elevou a povoação para a categoria de Vila de Belmonte, que consequentemente se tornou a própria sede deste novo município pernambucano, criado por decreto do governo estadual de 02 de outubro de 1890, ocorrendo assim a sua Emancipação Política.
A 03 de agosto de 1892 era votada pelo Congresso Estadual a Lei Orgânica dos Municípios de Pernambuco, no Art. 2º dizia o seguinte: “Para este fim deverão os Conselhos Municipais organizar o seu regimento interno, código de posturas, orçamento de receita e despesa e divisão de seu território em distritos.” Depois de cumpridas às exigências legais, cabia ao prefeito declarar constituída a autonomia do município e levar o fato ao conhecimento do governador. Houve municípios que não se constituíram e foram anexados a outros, o que não aconteceu com o de Belmonte, que antes do prazo se extinguir, entregou todas as Leis ao governador para apreciação do Congresso Legislativo. Portanto no dia 26 de junho de 1893, o subprefeito em exercício o senhor Antônio Cassiano Pereira da Silva, enviou ao senhor Alexandre José Barbosa Lima, Governador de Pernambuco o ofício remetendo as referidas Leis as quais foram promulgadas para o fim de ser considerado município autônomo.
Com o passar do tempo, a mídia, a falta de conhecimento mais profundo, as pessoas designaram erroneamente a comemoração do dia 26 de junho como o feriado da emancipação política de São José do Belmonte, sendo que essa data na verdade se refere somente a sua AUTONOMIA POLÍTICA, como foi visto anteriormente e não ao dia em que o município foi propriamente emancipado de Serra Talhada. 
Apesar de haver essa contradição na comemoração da emancipação política de São José do Belmonte, não há dúvidas de que o processo formal de emancipação política do município se instaurou com o decreto de sua criação, publicado pelo Governo do Estado em 02 de outubro de 1890, e se concluiu com a instalação da Câmara Municipal em 15 de novembro de 1890.
Assim, neste ano de 2013, São José do Belmonte completará 123 anos de emancipação política no dia 02 de outubro. O dia 26 de junho apenas assinala a data da sua Autonomia Política.
Diante do exposto, não podemos perpetuar essa incoerência, contando nossa história de modo distorcido para as crianças do futuro, comemorando um fato como se fosse outro, desprezando o devido valor para cada acontecimento.

Valdir José Nogueira de Moura
Secretário de Cultura e Turismo de 
São José do Belmonte - PE 


21 junho, 2013

Não somos uma nação de chuteiras - Poeta Lamartine Passos


Música Boa e Música Ruim : Amazan

Música Boa e Música Ruim
Amazan


Cada um curte o que gosta eu sempre pensei assim
Só gosto de música boa, não gosto de música ruim

Eu não quero criticar a opção de ninguém
Mais tem música que não tem condições de se escultar
É um mandando chupar e o outro dizendo senta
Que o sabor é de menta
Essa galera não brinca, e o negocio do enfica quem danado é que aguenta

Cada um curte o que gosta eu sempre pensei assim
Só gosto de música boa, não gosto de música ruim

Música hoje é bagaceira como é que vai ser bonita
Quem quer minha periquita, trepa trepa trepadeira
Vou meter minha mangueira, le pegar no pé do muro
Um negocio sem futuro que cabra bom não engole
Um bando de bunda mole dançando um tal de kuduro

Cada um curte o que gosta eu sempre pensei assim
Só gosto de música boa, não gosto de música ruim

Mais antes não era assim porque música boa tinha
As canções do pixinguinha, noel rosa e tom jombin
Chico rolando boldrin cada letra era um poema
O samba de iracema, bailão da mulher rendeira
Aquarela brasileia e garota de ipanema

Cada um curte o que gosta eu sempre pensei assim
Só gosto de música boa, não gosto de música ruim

Música hoje é tarrachina um tal de tarrachaqui
Um tal de tarrachali deu tapinha na bundinha
Alizando a cabecinha dizendo arrocha negão
A dona do pacotão, mostrando pro povo ver
É um tal de vamos beber e a mulher não deixa não

Cada um curte o que gosta eu sempre pensei assim
Só gosto de música boa, não gosto de música ruim

Não tou generalizando porque eu sou consciênte
Sei que tem gente descente em muita banda dançando
Mais também está sobrando fuleragem e desmantelo
Tem banda fazendo apelo com uns cabras desbloqueados
E quatro damas de lado só sacudindo o cabelo

Cada um curte o que gosta eu sempre pensei assim
Só gosto de música boa, não gosto de música ruim

Antigamente se ouvia o som de luiz gonzaga,
O saldozo evaldo braga, marinês e compania
A lua que contagia a nossa casa amarela
Do nordeste a aquarela composição de rosil
Targino e roberto gil esperando na janela

Cada um curte o que gosta eu sempre pensei assim
Só gosto de música boa, não gosto de música ruim

Agora virou piada é agarra no meu peitinho
Quem comeu o coelhinho deu lapada na rachada
A dançarina pelada e o povo achando bonito, outra dizendo que é quito capital do equador
E dizem que nunca botou continua sempre quito

Cada um curte o que gosta eu sempre pensei assim
Só gosto de música boa, não gosto de música ruim

Tem o tchu e tem o tchá que não é mais um segredo, neymar levantou o dedo mecheu pra lá e pra cá
Um tal de tchá tchá tchá que eu não sei pra onde vai
Tem outra que o peito sai, tudo do mesmo modelo
E tá nascendo um cabelo na cabeça do meu pai

Cada um curte o que gosta eu sempre pensei assim
Só gosto de música boa, não gosto de música ruim

Tem ai um lek lek, lek lek que eu duvido que não dê dor de ouvido
Em boneco de maquete
Outro diz e repete sua mãe pegou papai
E da internet não sai um video que tem mostrando
Um coreano dançando e dizendo oppa gangnam style

Ehh sexy lady, oh, oh

Cada um curte o que gosta eu sempre pensei assim
A música que eu acho boa você pode achar ruim
Cada um curte o que gosta eu sempre pensei assim
E a que você acha boa talvez eu ache ruim

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