26 março, 2013
12 março, 2013
Um copo de COCA COLA - POETA DUDU MORAIS - TABIRA -PE
Outra bebida me atrasa
por isso eu fico distante
Prefiro refrigerante
Com carne assada na brasa
Tudo isso me dá asa
Meu pensamento decola
Fiz desse vício uma escola
Na qual me matriculei
Depois que me viciei
Num copo de coca cola
Gostei logo de início
Quando provei a danada
"umei" ela bem gelada
Pra alimentar o vício
Pra eu largar tá difícil
Porque mulher só da bola
Pro "caba" que desenrola
Boa lábia e compromisso
E eu faço tudo isso
Num copo de coca cola
Depois que eu tomo o primeiro
Viajo pra outro mundo
Aí eu tomo o segundo
E em seguida o terceiro
Pensando que "tô" solteiro
Mancho de batom a gola
A mulher se descontrola
Eu me faço de inocente
Mas apanho consciente
Num copo de cola cola
A bebedeira não para
Porque da coca eu preciso
Só no dia que eu tô liso
Eu paro de encher a cara
Como é coisa rara
Eu ficar liso de esmola
Eu "desenbaio" a viola
Canto verso dia inteiro
Arrecadando dinheiro
"pr'um" copo de coca cola
Com o dinheiro embolsado
Com o dinheiro embolsado
Me destino para o bar
E por sorte ou por azar
Senta uma turma do lado
E uma moça com namorado
Que o mesmo não lhe consola
Pois o assunto ou é bola
Ou que bebe desde sexta
E eu com essa cara de besta
Num copo de coca cola
Eu não critico a cachaça
Cada um faz o que quer
Mas por ser fã de mulher
Eu num bebo essa desgraça
Pois uma mulher que passa
Maquiagem põe argola
Não quer ter na sua cola
Um cabra de "tolé" cheio
Se agarra até com o mais feio
Mas que bebeu coca cola
Diante tanta vantagem
Eu vivo assim sossegado
Por nem viver ressacado
Nem conversando bobagem
"Bêbo" só tem pabulagem
Que é rico tem corolla
Que ja passou na degola
E que ja bebeu mil venenos
Mas, se eu mentir é bem menos
Num copo de coca cola
27 fevereiro, 2013
LANÇAMENTO DO CD: O Pajeú de nós dois
26 fevereiro, 2013
A Herança de minha vó
Herança de minha vó
Autor: Cazuza Rufino – Belmonte-Pe
Eu
vou contar uma herança
De
uma vó para um neto
De
um casal bem unido
Ambos
eram muito retos
eu como fui o herdeiro
eu como fui o herdeiro
Sou
dono dos objetos
Minha vó adoeceu
Primeiro
fez testamento
Que
de seu apartamento
O
herdeiro só era eu
Logo
em vida ela me deu
Um
tacho velho furado
Um
abano remendado
E
um mulambo velho de cesto
Uma
barrica sem texto
E
um cuscuzeiro furado
Ela
deixou uma cadeira
Com
três pernas arrancadas
Uma
casa velha escorada
Sem
ter uma telha inteira
A
asa de uma chaleira
E
a chave velha da porta
Além
de tá velha e torta
Enferrujada
e demente
Eu
fiquei muito contente
Quando
vi a velha morta
Herdei
um pé de macuca
Três
espinhos de “quandú” (porco-espnmho)
O
bucho de um caititu
E dois
limões em uma cumbuca
E
mais um torrão de açúcar
Que
de velho açucarou
E
mais que ela deixou
O
beijo de um jereré
Um
moinho e um coité
E
dois ovos de jaburu
Herdei
mais um panicum(lençol amarrado que formava uma rede)
Que
criou-se o velho dentro
Herdei
3 pés de coentro
De
prato só herdei um
A
banda de um jerimum
E
um brinquinho de latão
Herdei
uma mão de pilão
Dois
birros e 4 alfinetes
Uma
agulha e 2 colchetes
E
uma cueca velha sem botão
Ainda
se encontrou
Quatro
galhos de marcela
Os
beiços de uma gamela
Tudo
para mim ficou
O
mais que ela deixou
Um
cinto cheio de nó
Herdei
mais um “urinó”
Furado
e catingoso
Era
um trastes mimoso
Da
finada minha vó
Herdei
um quartal famoso
Que
só nele falarei
Nunca
negociarei
Por
ser muito opinioso
Era
um cavalo famoso
Desta
forma que lhe digo
Nunca
caiu em perigo
Nunca
cansou de viagem
Era
anima de coragem
E
tinha bons sinais consigo
No
queixo tinha um inchaço
Três
bicheiras nas orelhas
Um
jerimum na sarnelha
E
quatro lubim no cachaço
Duas
bexiga no espinhaço
E
um nó no chambaril
Era
nasco dum quadril
Pardo
da vista morena
Cego
da gota serena
Não
podia desistir
Tinha
um corredor triado
Coberto
do arestin
Não
comia mais capim
Os
dentes tudo arrancado
Tinha
os cascos rebitados
Sem
poder tocar no chão
Na
experiência do Galvão
Era
rei dos animais
E
pra completar os sinais
Quatro
pram nas duas mão
23 fevereiro, 2013
Depois que a seca termina. POETA GISLÂNDIO ARAÚJO
Com um poema que presta
Dedé encantou a nós
E Vinícius logo após
Poetizou "Fim de Festa."
Isabelly, foi modesta
E a Missa quis terminar
E Dudu ao recitar
Depois que a aula termina
Deixou aberta a cortina
Para "FIM DE SECA'' entrar.
Tem um cururu cantando
No açude quase arrombado
E um moleque grudado
No lamaceiro brincando.
Buracos vão se formando
Parecendo uma piscina
Que o sereno e a neblina
Escavacaram no chão
É mais bonito o sertão,
Depois que a seca termina.
Uma formiga carrega
O filho que vai nascer
Vai Com medo de morrer
Nessa chuva que lhes pega.
O dono fecha a bodega
Situada numa esquina
Matuto a cabeça inclina
E agradece ao criador
Que tudo tem mais valor
Depois que a seca termina.
Na noite relampeada
Danam-se a contar história
Dizendo que a vitória
Vem do céu e da inchada.
Cada um, de madrugada
Levanta na sua sina
Vendo a boneca menina
Crescer no meio do milho
Vai pra roça pai e filho
Depois que a seca termina.
Tem batata, tem feijão
Para não fazer vergonha
Tem canjica, tem pamonha
Carne de gado e pirão.
Tem melancia e melão
Tapioca e margarina
Tudo isso é coisa fina
Que sertanejo consome
Para matar sua fome
Depois que a seca termina.
E Fica a mãe natureza
Bem feliz por ajudar
O sertanejo a lucrar
A sua maior riqueza.
A vida ganha beleza
E vira uma grande mina
De alegria nordestina
Exportada para o povo
Pois tudo fica mais novo
Depois que a seca termina.
Terminando a estiagem
Nossa vida fica bela
A borboleta amarela
Colore a paisagem.
Temos uma nova imagem
Sob a proteção divina
Que a terra pequenina
Com a chuva se engrandece
E o povo inteiro agradece
Depois que a seca termina
Dedé encantou a nós
E Vinícius logo após
Poetizou "Fim de Festa."
Isabelly, foi modesta
E a Missa quis terminar
E Dudu ao recitar
Depois que a aula termina
Deixou aberta a cortina
Para "FIM DE SECA'' entrar.
Tem um cururu cantando
No açude quase arrombado
E um moleque grudado
No lamaceiro brincando.
Buracos vão se formando
Parecendo uma piscina
Que o sereno e a neblina
Escavacaram no chão
É mais bonito o sertão,
Depois que a seca termina.
Uma formiga carrega
O filho que vai nascer
Vai Com medo de morrer
Nessa chuva que lhes pega.
O dono fecha a bodega
Situada numa esquina
Matuto a cabeça inclina
E agradece ao criador
Que tudo tem mais valor
Depois que a seca termina.
Na noite relampeada
Danam-se a contar história
Dizendo que a vitória
Vem do céu e da inchada.
Cada um, de madrugada
Levanta na sua sina
Vendo a boneca menina
Crescer no meio do milho
Vai pra roça pai e filho
Depois que a seca termina.
Tem batata, tem feijão
Para não fazer vergonha
Tem canjica, tem pamonha
Carne de gado e pirão.
Tem melancia e melão
Tapioca e margarina
Tudo isso é coisa fina
Que sertanejo consome
Para matar sua fome
Depois que a seca termina.
E Fica a mãe natureza
Bem feliz por ajudar
O sertanejo a lucrar
A sua maior riqueza.
A vida ganha beleza
E vira uma grande mina
De alegria nordestina
Exportada para o povo
Pois tudo fica mais novo
Depois que a seca termina.
Terminando a estiagem
Nossa vida fica bela
A borboleta amarela
Colore a paisagem.
Temos uma nova imagem
Sob a proteção divina
Que a terra pequenina
Com a chuva se engrandece
E o povo inteiro agradece
Depois que a seca termina
22 fevereiro, 2013
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Poeta Heleno Alexandre disse:
Com Cícero Moraes nossa poesia
Tem mais um espaço pra ser divulgada
Com vídeo que mostra baião e toada
Interpretação, ritmo e melodia
Letras de canções, notícias do dia
Tudo que envolve arte popular
Quem não viu ainda é melhor entrar
Abaixo é o link pra ser acessado
Do Blog que hoje é o mais visitado
Nos dez de galope da beira do mar
Tem mais um espaço pra ser divulgada
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