05 maio, 2012

obrigado pelos acessos de todos vocês !


04 maio, 2012

POETA DOMINGOS MARTINS DA FONSECA


Numa cantoria, o poeta que cantava com Domingos da Fonseca, sendo da cor branca  e Domingos sendo da cor negra, terminou a estrofe dizendo:

"Domingos além de pobre é tão triste a tua cor"

O Poeta Domingos então Cantou:

"Falar  de nobreza e cor
É um grande Orgulho seu
Morra eu e morra um nobre,
Enterre-se o nobre e eu,
Que amanhã ninguém separa
O pó do nobre do meu !! "


BIOGRAFIA
DOMINGOS FONSECA 

Domingos Martins da Fonseca nasceu a 12 de junho de 1913, no distrito de Santa Luzia, município Miguel Alves, Piauí, onde fez o curso primário. Poeta, violeiro e repentista.

Falecido a 28 de abril de 1958, em Fortaleza, Ceará.

Aos 10 anos de idade já cantava e improvisava.

Poeta popular de renome, considerado o maior repentista do Piauí e maior cantador lírico, ao som da viola. Foi cognominado o “armazém do improviso”.
Viajou pelo Brasil fazendo campanha em favor da valorização da profissão do violeiro, notadamente Recife, os Estados do Nordeste todo e São Paulo.

Tomou parte no Congresso de Cantadores em Recife, Pernambuco, realizado no Teatro Santa Isabel, batendo-se brilhantemente com o pernambucano Dimas Batista Patriota, na noite de 5 de outubro de 1948. Os dois aplaudidos de pé, pela assistência, classificados na auréola do empate.
Pioneiro da fundação da Associação dos Cantadores do Nordeste.

Publicou “Poemas e Canções”, Bahia, 1956, com distribuição em benefício da Associação dos Cantadores do Nordeste.
Dizia Domingos Fonseca: “Pensam que eu canto contente, eu canto dores”.

Domingos Fonseca faleceu no mais completo estado de miséria: o corpo coberto de chagas, proveniente de uma doença denominada Fremon, nome popular.

Fonte: “O Dossiê do Fonseca”, de Carlos Alberto Barreto, Teresina, Piauí, 1991.


20 abril, 2012

FORTALEZA INTERIOR - RONALDO CUNHA LIMA


Cansado de sofrer do mal de amor

procurei proteger meu coração,

e comecei a grande construção

da minha fortaleza interior.


Fiz vigas de concreto contra dor,

revesti as paredes de razão,

portas, janelas, piso, elevador,

tudo impermeável à emoção.


Como não tem no mundo quem não falhe,

esqueci, entretanto de um detalhe,

e meu trabalho não ficou completo.


Meu coração, em paz, adormecido

acordou, de repente, com um ruído:

Era a saudade entrando pelo teto.

15 abril, 2012

Poesia exaltando minha cidade



Glosas de Cícero Moraes, Mote do 4º Desafio Nordestino de Cantadores.

Eu venho lá do sertão
Da terra da cavalgada
E d´uma pedra encantada
Que é seu lindo cartão
Onde Dom Sebastião
Ergueria um reino seu
Mas isso não ocorreu
Só história que ficou
Sou eu quem sabe o que sou,
Quem sabe o que sou, sou eu!


Em São José do Belmonte
Minha querida cidade,
Eu sinto muita saudade
De beber água na fonte,
Por lá sempre tem quem conte
Tudo o quanto aconteceu
Casou, separou, morreu,
Vendeu, fugiu, embuchou,
Sou eu quem sabe o que sou,
Quem sabe o que sou, sou eu!

E na arte da poesia
Eu sempre fui apegado
Sempre me sinto honrado
Quando vou à cantoria
No mundo ninguém faria
Mudar esse jeito meu
Que só se fortaleceu
Com o tempo que passou
Sou eu quem sabe o que sou,
Quem sabe o que sou, sou eu!


14 abril, 2012

Comentários de ALEXANDRE GARCIA sobre o Poeta ROGÉRIO MENESES

Bom dia! 


“Eu acho que nossa câmara
está no certo caminho/
Aqui o dinheiro público
é tratado com carinho/
Não se gasta em panetone
Nem em passeio de Jatinho/”.

 

Quem disse isso? Ora… O Repentista, vereador e Presidente da Câmara de Caruaru, em Pernambuco, Rogério Meneses. Olhem só o que ele fez: Quando ele assumiu, encontrou um monte de leis feitas pelos próprios vereadores dizendo que podiam gastar até DOIS MIL REAIS por mês de gasolina. Alguém que me ouve gasta tudo isso em gasolina? A menos que tenho um carro com finalidade comercial, né? Dois Mil reais por mês de gasolina, e todo mundo apresentava nota de DOIS MIL REAIS. Além disso, alugavam computadores por cerca de mil reais por mês, ou seja, dava para comprar um computador novo, e mais do que isso, juntavam tudo, faziam e adquiriam peças para o carro. Até o IPVA era pago, seguro era pago do carro, tudo em nome da tal verba indenizatória. E o Rogério Meneses? Chegou lá viu aquilo e ficou horrorizado. Ele leva a sério o repente dele de moralidade e deu um jeito para derrubar tudo que permitia essa pouca vergonha. Derrubou mesmo! Sobrou cerca de UM MILHÃO DE REAIS, sabe o que ele fez? Ele pegou e devolveu para a prefeitura e o prefeito que faça o que precisa ser feito em obras sociais ou outras obras para o município de Caruaru. É um exemplo de que isso pode ser feito. Eu lembro do tempo em que  vereadores não tinham remuneração alguma, era uma honra representar o povo do município, e só os notáveis do município é que eram indicados para  essa honra. Hoje não! Vamos tomar por base Brasília. Os tais deputados distritais que na verdade são os vereadores parecem que são uma escória de um modo geral, que foi escolhida pela população de Brasília, e lá eles tão metendo o dinheiro na meia, dinheiro na bolsa uma sem-vergonhice generalizada. Está precisando… imaginem só, seria o meu sonho se o senhor Rogério Meneses, lá de Caruaru viesse para Brasília presidir a tal Câmara de Vereadores aqui que é chamada de Câmara Legislativa, como se fosse uma assembleia legislativa de um estado normal.  Venha para cá para ver se moraliza isso aqui com o seu repente, para mostrar que não se gasta em panetone o dinheiro público, o dinheiro é para ser  gasto em beneficio do povo.
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Poeta Heleno Alexandre disse:


Com Cícero Moraes nossa poesia
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