10 junho, 2011

UMA HISTÓRIA REAL contada por PEPE MORENO

MUSA - POESIA DE BRÁS COSTA


Cada verso que faço é para ti 
Como eram pra ti os que não fiz 
Cada frase poética que desfiz 
Era tua na hora que escrevi.

 É assim assim desde o dia que te vi 
Aprendi a sofrer sendo feliz 
Quando fujo de ti mei peito diz
 Quanto ingrato eu fui quando fugi.

 Nunca mais fiz um verso que prestasse 
Quando faço uma rima é um disfarce
 Escondendo a saudade do meu grito.
 
 Pois sem ti o meu verso é so metade 
Sem ti ver, musa, mãe,mulher, cidade 
Minha sempre São José do Egito. 
 -- 
Brás Costa


09 junho, 2011

MESA DE GLOSAS DE TABIRA - Quem tem mulher ciumenta Tem o cão pra lhe atentar

GENILDO PITU:

quem tem mulher pela rua
hora nenhuma sossega
que até dentro da budega
sua volta é muito crua
ela sai lá pela rua
somente pra procurar
e eu doido pra me livrar
daquela bicha nojenta
quem tem mulher ciumenta
tem o cão pra lhe atentar

CLECIO RIMAS:

Mulher ciumenta é o cão
eu mesmo já tive uma
parece o cão que fuma
traga igualmente  um dragão
já passei situação
que nao quero mais passar
dá medo só de pensar
pois isso ninguém aguenta
quem tem mulher ciumenta
tem o cão pra lhe atentar

ADERBAL:

SE saio não acha bom
quando chego me pergunta
com a cara de defunta 
elevando o alto tom
busca na blusa baton
quando a roupa vai lavar
vasculha o meu celular
queima mais do que pimenta
quem tem mulher ciumenta
tem o cão pra lhe atentar

GENILDO

Mulher ciumenta é desgraça 
que chega sem eu nem pedir
vocÊ não pode sair 
de casa pra ir à praça
é pior que cão de caça 
no terreiro a farejar
e dessa pra se casar
Genildo aqui num aguenta!
quem tem mulher ciumenta
tem o cão pra lhe atentar

SEBASTIÃO DIAS

eu que queria uma imagem 
pra minha lua de mel
topei uma cascavel
foi essa a pior viagem
largar, não tenho coragem,
matar, eu não vou matar
é o jeito suportar 
minha cobra peçonhenta
quem tem mulher ciumenta
tem o cão pra lhe atentar

VIOLEIRO BAIXINHO

NÃO sai de casa sozinha
respeitando seu partido
mas tem raiva se o marido
só chega de manhãzinha
e se ele olhar pra vizinha
mesmo sem querer olhar
ela pega a ciumar
nem o satanás lhe aguenta
quem tem mulher ciumenta
tem o cão pra lhe atentar


ALBINO DO BIGODÃO

minha mulher em outrora
teve ciume de mim 
e quase que chega ao fim
de ser a minha senhora
chegou me mandar embora
eu consegui lhe aclamar
depois ela foi pensar:
-"isso é o povo que inventa"
quem tem mulher ciumenta
tem o cão pra lhe atentar


GONGA MONTEIRO

TODA MULHER SENTE PRESSA
que o marido chegue cedo
porque ela sente medo
de ser traída na peça
a minha quando começa
não deixa eu lhe explicar
aí começa a brigar
e nem o satanás lhe aguenta
quem tem mulher ciumenta
tem o cão pra lhe atentar

08 junho, 2011

FIM DO MUNDO- poeta PC SILVA

Na hora que eu vi o mundo
Se desmanchando ao redor,
Saí desesperado
No meio da nuvem de pó
Pra conseguir escapar
Do fogo e da ventania,
Do choro e das tempestades
Que Nostradamus previa.
Rezava um salmo qualquer.
Pra qualquer santo eu pedia.
Eu engolia meu medo
Enquanto o povo morria.
Eu descobria uns segredos
Que eu soube, mas nunca cria.
O tempo se esfarelando
E eu caçando alegria
E enquanto o globo queimava
E um bafo do chão subia
Eu vi teu rosto nas nuvens
E acho que ali eu morria,
Pois não sentia mais gosto
Nem cheiro de agonia.
O vento ventava calmo
E espantava o nevoeiro.
Eu te encontrava deitada
Pro fim do meu desespero
E o resto não era nada,
Pois tudo se resumia
Num sonho que eu tava tendo
Enquanto a gente dormia.

07 junho, 2011

COLUNA DO POETA LIMA JÚNIOR

Mais um poema


Sou como o vento da noite
Pelas esquinas da vida,
Na curva de um açoite
Que ao pensamento intimida.
Sou como a voz da saudade,
Quando a lembrança invade
Minha lucidez, e afeta
Meu coração enfadado.
Por este fardo pesado
De ter nascido Poeta!

Sou qual cigarra dos vales
Que solitária decanta.
Um canta atraindo os males,
Outro aos males espanta.
Colibri equilibrista
Sou, sem cantar, sem conquista
Quando o dia chega ao fim.
Que os sopapos da razão
Nas cordas do coração,
Quase o arrancam de mim.

Sou como o sol que aquece,
Que dá vida e que dá morte.
Sou como a fé de uma prece
De quem joga a própria sorte.
Sou andarilho sem tino,
Sou condutor do destino,
Feito pra mim sem medida.
Dos sonhos, sou gondoleiro,
Sem encontrar paradeiro
Nem porto pra minha vida.



Meu corpo é o holograma,
Do ser que o habita e toma...
Minha mente é como chama,
Queimando o mau, que me doma.
Minha vida eu mesmo faço,
Montando cada pedaço
Que o dia me oferece.
Não sei se em tudo há sentido,
Mas sei que o que é vivido
Nem sempre é o que se merece.

Sou menestrel sem vaidade,
Sou terapeuta do ego.
Sensível tato do cego,
Suspiro de liberdade.
Gangorra de sentimentos,
Voz que viaja nos ventos,
Sem endereço e sem cor.
Sou o espaço a separar
O olho e o olhar,
De quem enxerga o amor.

Sou violento oceano,
Nos continentes da alma.
Sou filho do soberano,
Mas esqueço, e perco a calma.
Sou guardião do teu riso,
Me alimento e preciso
Demais da tua alegria.
És dona dos sonhos meus.
Sou mortal, rogando a Deus,
Teu amor, em POESIA!
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Poeta Heleno Alexandre disse:


Com Cícero Moraes nossa poesia
Tem mais um espaço pra ser divulgada
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