15 novembro, 2010

CASTELO ARMORIAL REINO ENCANTADO - VÍDEOS e FOTOS









14 novembro, 2010

O Valor que tem a Vida - RAPHAEL MOURA

> Outro dia passando na avenida

> Avistei linda moça me olhando

> Com seus olhos brilhosos me chamando

> Parecia nem ser mulher “Perdida”

> Implorando: resgate a minha vida

> Não agüento viver nessa ilusão

> De vender o meu corpo por tostão

> Fabricando tesão sem ter prazer

> Dessa vida não sei o que fazer

> Tô tentando salvar meu coração

>

> 2

> O meu peito sofrido está sentindo

> Tenho em casa três filhos pra criar

> Mas um dia cismei de aventurar

> E ganhar o meu pão prostituindo

> E assim minha vida foi seguindo

> Hoje me arrependo loucamente

> Estudar pra crescer futuramente

> Eu não fiz no passado e tô pagando

> Hoje vivo na rua trabalhando

> Minha alma ate hoje chora e sente


> 3

> Os meus pais não me deram educação

> Eu nasci num sinal pedindo esmola

> Logo cedo eu passei a cheirar cola

> Para não sentir falta de um pão

> Com os 12 foi preso o meu irmão

> Fui com 13 pra rua trabalhar

> No inicio foi triste acostumar

> Nessa vida difícil que arranjei

> Tão difícil que nem me acostumei

> Que ate hoje meu sonho é me salvar

>

> 4

> Minha casa era a rua de um lixão

> Minha cama fofinha era a calçada

> Um tijolo era a minha almofada

> Um pedaço de pano era o colchão

> Meu lamento era a minha oração

> Meu orgulho era o pai que eu amava

> Era sol, era chuva, trabalhava

> Pra trazer nosso pão de cada dia

> Eu de noite comendo agradecia

> A meu pai que com amor me alimentava

>

>

> 5

> Quando a nuvem da chuva aparecia

> A tristeza no peito já chegava

> Pois com frio o meu corpo congelava

> Quando a chuva passava, amanhecia

> Quando o sol clareava o lindo dia

> Bem novinha eu já ia pro sinal

> Me sentava na beira do canal

> Assistindo o meu pai pedindo ajuda

> E eu pedindo a meu Deus que nos acuda

> Que mudasse essa vida tão banal

>

> 6

> Nas esquinas da vida estacionava

> O meu corpo singelo pra programas

> Já deitei sem vontade em varias camas

> E nas horas de angustia eu chorava

> Relembrando do pai que eu amava

> Que morreu nos meus braços lamentando

> Alisando meu rosto e desculpando

> Por não ter dado aquilo que devia

> Que era amor, atenção e alegria

> Mas morreu e eu sempre admirando

>

> 7

> Minha vida resume em uma estória

> De um desfecho indeciso sem plural

> Assim como o vermelho do sinal

> Que carrega o verde da vitória

> Batalhar para ter vida com glória

> É um sonho que eu tenho de criança

> Isso vem carregado na lembrança

> Desde que um velhinho me disse um dia

> Eu aposto que o amor e a alegria

> Baterá na sua porta da esperança

>

> 8

> Mas amigo lhe digo com firmeza

> Que irei me livrar dessa batalha

> Por que Deus quando quer, ele não falha

> Pois a vida é repleta de beleza

> Eu perdi muito tempo, com certeza

> Pra vencer, nunca é tarde pra mudar

> Essa vida me fez tanto sonhar

> Que agora o real quero viver

> Me cansei de ser alvo do sofrer

> Fez efeito o remédio que é amar

>

>

> 9

> Comovido fiquei com o sofrimento

> Dessa linda mulher, se lamentando

> Com seus olhos brilhosos, já chorando

> O silêncio reinava no momento

> Fiquei pasmo com o grande sentimento

> E a garota mostrava arrependida

> Com esperança de ter a despedida

> Do trabalho cruel que ela arranjou

> E partir para a vida que sonhou

> Que é viver lealmente a sua vida


Raphael Moura

13 novembro, 2010

Tudo que há de beleza Deus colocou no sertão- GLOSAS de Cícero Moraes


A suprema divindade
Caprichou no seu trabalho
Não deixou serviço falho
Fez com grandiosidade
Construiu com qualidade
Retocou com perfeição
Quem quiser diga que não
Mas afirmo com certeza
Tudo que há de beleza
Deus colocou no sertão

 
Se a seca nos traz penar
Por vermos mata cinzenta
O sertanejo se aguenta
Sabe como se virar
Come o que tava a guardar
Derradeira produção
E o seu silo de feijão
É sua maior riqueza
Tudo que há de beleza
Deus colocou no sertão
 
Quando chove em minha terra
A natureza se agita
Cria uma imagem bonita
Matuto o  feijão enterra
Planta lá no pé da serra
Porque é de barro o chão
E ali, a produção
Será maior na grandeza
Tudo que há de beleza
Deus colocou no sertão
 
Cobra, sapo e caçote
Aparecem na invernia
Eles não têm simpatia
Porque a cobra dá bote
Se correr ou der pinote
Ela pega à traição
Faz de sua refeição
O  pequeno sem defesa
Tudo que há de beleza
Deus colocou no sertão

Um céu bonito estrelado
Que não há noutro lugar
Quem observa o luar
Fica logo encantado
Um vaga-lume amostrado
Completa a orquestração
Da bela composição
Do quadro da natureza
Tudo que há de beleza
Deus colocou no sertão



12 novembro, 2010

"Eu sinto o cheiro do gado No couro do meu gibão"Z

imagem: ZÉ DO MESTRE, artesão de Slagueiro -PE

Dentro da caatinga branca
O vaqueiro dar carreira
Na novilha mandingueira
Fura o cavalo na anca
Pega, amarra, ferra e tranca
No curral do seu patrão
São coisas do meu sertão
Do sertanejo arrochado
Eu sinto o cheiro do gado
No couro do meu gibão

Quem ver carreira de mato
Dentro de agave e facheiro
Jurema preta e pereiro
Marmeleiro, unha de gato
Correr atrás de um boiato
Bater com ele no chão
Pegar o bicho com a mão
Deixar ele encaretado
Eu sinto o cheiro do gado
No couro do meu gibão

Um chocalho a badalar
Um cachorro campineiro
Acha o garrote ligeiro
E começa lhe acoar
Vaqueiro parte pra lá
Com toda disposição
Botando as luvas na mão
E um barbicacho apertado
Eu sinto o cheiro do gado
No couro do meu gibão

Mote: Josa Rabelo
Glosa: Janio Leite, 15/10/2009

08 novembro, 2010

NO CABARÉ DAS FORMIGAS.......

postagem original : http://arrepare.blogspot.com/2010/11/no-cabare-das-formigas.html

Maria gritou: - José,
Acode aqui no quintal
Que isso só pode ser
Outra guerra mundial!

- Olha nêgo, espia mesmo
Arrepare o chão todinho
Pra todo canto que olho
Eu só vejo soldadinho

- Mas Maria, minha flor,
Soldadinho não se intriga
É o único soldado
Que nunca se mete em briga.

Eles são uns bichos mansos
Com o mundo apaziguados
É bicho que não faz guerra
Bem dizer nem são soldados

E se eles tão no chão
Não carece qu’eu lhe diga:
- Devem tá tomando uma
No cabaré das formiga!

JESSÉ COSTA
João Pessoa, 06/11/2010.

06 novembro, 2010

Versos para minha amada em seu aniversário

Desejo que este presente (um relógio)
Seja pra mim um amigo
Quando estiveres comigo
Ele aja lentamente
E quando estiver ausente
Aumente o seu ponteirar
Reduzindo o afastar
Constante nas nossas vidas
E as horas então divididas
Custem demais  a passar

Cada momento contigo
É tempo eternizado
Cada segundo contado
É arquivado comigo
No coração eu consigo
Gravar momentos serenos
Por mais que sejam pequenos
Nenhuma imagem é perdida
Que um segundo a mais na vida
É mais um segundo a menos *

Estando ao seu lado
As horas desaparecem,
Os minutos esvaecem,
E o tempo nem é notado.
Eu fico desesperado
Com esse tempo fugaz,
Correndo sem voltar mais
Deixa saudade contida
As horas boas da vida
passam depressa demais*



* MOTES DE DEDÉ MONTEIRO
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Poeta Heleno Alexandre disse:


Com Cícero Moraes nossa poesia
Tem mais um espaço pra ser divulgada
Com vídeo que mostra baião e toada
Interpretação, ritmo e melodia
Letras de canções, notícias do dia
Tudo que envolve arte popular
Quem não viu ainda é melhor entrar
Abaixo é o link pra ser acessado
Do Blog que hoje é o mais visitado
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