Diante das maracutaias de determinadas "igrejas" lembrei-me deste vídeo que fiz do meu amigo poeta-cantor-compositor-músico ALLAN SALES, onde ele retrata a vida de um convertido que termina dizendo: "SE EU NÃO PAGAR OS 10%, O PASTOR É QUEM VIRA O SATANÁS!"
13 agosto, 2009
12 agosto, 2009
11 agosto, 2009
PATATIVA DO ASSARÉ - poesia: A MULHER QUE EU MAIS AMEI

MULHER QUE EU MAIS AMEI
Era um modelo perfeito
A mulher que mais amei,
Linda e simpática de um jeito
Que eu mesmo dizer não sei.
Era bela, muito bela;
Para comparar com ela,
Outra coisa eu não arranjo
E por isso tenho dito
Que se anjo é mesmo bonito,
Era o retrato dum anjo.
Sei que alguém não me acredita,
Mas eu digo com razão,
Foi a mulher mais bonita
De cima de nosso chão;
Era mesmo de encomenda
E do amor daquela prenda
Eu fui o merecedor,
Eu era mesmo sozinho
Dono de todo carinho
Daquele anjo encantador.
Era bem firme a donzela,
Só em mim vivia pensando.
Quando eu olhava ela,
Ela já estava me olhando.
Para a gente conversar
Quando eu não ia, ela vinha,
Um do outro sempre bem perto
Nosso amor dava tão certo
Quem nem faca na bainha.
E por sorte ou por capricho,
Eu tinha prata, ouro e cobre.
Dinheiro em mim era lixo
Em casa de gente pobre.
Nós nunca perdíamos ato
De cinema e de teatro
De drama e mais diversão,
Não faltava coisa alguma,
As notas eu tinha de ruma
Para nós andar de avião.
Meu grande contentamento,
Não havia mais maior
E nossos dois pensamentos
Pensava uma coisa só.
Para desfrutar a minha vida
Perto de minha queria
Eu não poupava dinheiro.
Tanta sorte nós tivemos
Que muitas viagens fizemos
Nas terras do estrangeiro.
E quando nós se trajava
E saía a passear
O povo todo arredava
Para ver nos dois passar
Cada qual mais prazenteiro
Deste nosso mundo inteiro
Nós dois éramos os mais felizes,
Vivíamos nas altas rodas
E só trajava nas modas
Dos modelos de Paris.
Assim a vida corria
E o prazer continuava
Aonde um fosse o outro ia
Onde um tivesse o outro estava;
Para festa de posição
Das mais alta ingorfação
Nunca faltava convite
Para dizer a verdade
A nossa felicidade
Já passava dos limites
Era boa a nossa sorte
E n]ao mudava um segundo
Ninguém pensava na morte
E o céu era aqui no mundo.
Na refeição nós comia
Das melhores iguarias
Sem falar de carne e arroz
E por isso muita gente
Ficava rangendo os dentes
Com ciúmes de nós dois.
Foi uma coisa badeja
A vida que eu desfrutei,
Mas para quem tiver inveja
Dessa vida que levei
Com tanta felicidade,
Eu vou dizer a verdade,
Pois não engano ninguém.
Aquele anjinho risonho
Eu vi foi durante um sonho;
Mulher nunca me quis bem!
A história não foi verdade,
Todo sonho é mentiroso
Aquela felicidade
De tanto luxo e de gozo
Sem o menor sacrifício,
Foi negócio fictício,
Não foi coisa verdadeira.
Eu fiquei dando o cavaco:
“Este alimento fraco
Só dá para sonhar besteira.”
De noite eu tinha jantado
Um mucunzá sem tempero
E acordei alvoroçado
Sem mulher e sem dinheiro;
Ainda reparei bem
Para vê se via alguém
De junto de minha rede
Mas, em vez de tudo aquilo
Só ouvi cantando o grilo
Nos buracos da parede.
Quando acordei estava só
Sem ter ninguém do meu lado,
Era muito mais melhor
Que eu não tivesse sonhado.
Quem já vai no fim da estrada
Levando a carga pesada
De sofrimento sem fim,
Doente, cansado e fraco
Vem um sonho enchendo o saco
Piorar quem já está ruim.”
Patativa do Assaré
Era um modelo perfeito
A mulher que mais amei,
Linda e simpática de um jeito
Que eu mesmo dizer não sei.
Era bela, muito bela;
Para comparar com ela,
Outra coisa eu não arranjo
E por isso tenho dito
Que se anjo é mesmo bonito,
Era o retrato dum anjo.
Sei que alguém não me acredita,
Mas eu digo com razão,
Foi a mulher mais bonita
De cima de nosso chão;
Era mesmo de encomenda
E do amor daquela prenda
Eu fui o merecedor,
Eu era mesmo sozinho
Dono de todo carinho
Daquele anjo encantador.
Era bem firme a donzela,
Só em mim vivia pensando.
Quando eu olhava ela,
Ela já estava me olhando.
Para a gente conversar
Quando eu não ia, ela vinha,
Um do outro sempre bem perto
Nosso amor dava tão certo
Quem nem faca na bainha.
E por sorte ou por capricho,
Eu tinha prata, ouro e cobre.
Dinheiro em mim era lixo
Em casa de gente pobre.
Nós nunca perdíamos ato
De cinema e de teatro
De drama e mais diversão,
Não faltava coisa alguma,
As notas eu tinha de ruma
Para nós andar de avião.
Meu grande contentamento,
Não havia mais maior
E nossos dois pensamentos
Pensava uma coisa só.
Para desfrutar a minha vida
Perto de minha queria
Eu não poupava dinheiro.
Tanta sorte nós tivemos
Que muitas viagens fizemos
Nas terras do estrangeiro.
E quando nós se trajava
E saía a passear
O povo todo arredava
Para ver nos dois passar
Cada qual mais prazenteiro
Deste nosso mundo inteiro
Nós dois éramos os mais felizes,
Vivíamos nas altas rodas
E só trajava nas modas
Dos modelos de Paris.
Assim a vida corria
E o prazer continuava
Aonde um fosse o outro ia
Onde um tivesse o outro estava;
Para festa de posição
Das mais alta ingorfação
Nunca faltava convite
Para dizer a verdade
A nossa felicidade
Já passava dos limites
Era boa a nossa sorte
E n]ao mudava um segundo
Ninguém pensava na morte
E o céu era aqui no mundo.
Na refeição nós comia
Das melhores iguarias
Sem falar de carne e arroz
E por isso muita gente
Ficava rangendo os dentes
Com ciúmes de nós dois.
Foi uma coisa badeja
A vida que eu desfrutei,
Mas para quem tiver inveja
Dessa vida que levei
Com tanta felicidade,
Eu vou dizer a verdade,
Pois não engano ninguém.
Aquele anjinho risonho
Eu vi foi durante um sonho;
Mulher nunca me quis bem!
A história não foi verdade,
Todo sonho é mentiroso
Aquela felicidade
De tanto luxo e de gozo
Sem o menor sacrifício,
Foi negócio fictício,
Não foi coisa verdadeira.
Eu fiquei dando o cavaco:
“Este alimento fraco
Só dá para sonhar besteira.”
De noite eu tinha jantado
Um mucunzá sem tempero
E acordei alvoroçado
Sem mulher e sem dinheiro;
Ainda reparei bem
Para vê se via alguém
De junto de minha rede
Mas, em vez de tudo aquilo
Só ouvi cantando o grilo
Nos buracos da parede.
Quando acordei estava só
Sem ter ninguém do meu lado,
Era muito mais melhor
Que eu não tivesse sonhado.
Quem já vai no fim da estrada
Levando a carga pesada
De sofrimento sem fim,
Doente, cansado e fraco
Vem um sonho enchendo o saco
Piorar quem já está ruim.”
Patativa do Assaré
10 agosto, 2009
9º Festival de Violeiros Repentistas de São José do Belmonte
IX Festival de Violeiros e Repentistas de São José do Belmonte – PE
14 de agosto de 2009
Local:Concha Acústica
Realização Poeta Francinaldo oliveira
Contato- (87) 9626-6727
14 de agosto de 2009
Local:Concha Acústica
Realização Poeta Francinaldo oliveira
Contato- (87) 9626-6727
DUPLAS
Antonio Lisboa x Edmilson Ferreira
Silvio Granjeiro x Geraldo Amâncio
Francinaldo Oliveira x José de Oliveira
Gilvan Granjeiro x Daniel Olimpio
Cícero Mariano x Cícero Justino
Leví Bezerra x Gilmar de Oliveira
Raimundo Borges x Jorge Macedo
Apresentador
RALDÊNIO LIMA
DECLAMAÇÃO: CÍCERO MORAES
ASSISTA VÍDEOS DOS ANOS ANTERIORES
Programação do I Festival Nordestino de Cultura Prata-PB

Programação do I Festival Nordestino de Cultura Prata-PB
Segunda-Feira Dia 31/08
Abertura com palestras culturais e oficina de literatura de cordel com o ator, músico e cordelista Abdias Campos.
Sexta-Feira Dia 04/09
Apresentação da oficina de literatura de cordel
Festival de Cantadores Amadores
Participação dos emboladores
Vem-Vem e Beija-Flôr-CE
Show Com Ton Oliveira e Banda.
Sábado Dia 05/09
Festival de Declamadores com os poetas:
Chico Pedrosa
Raudênio Lima
Zé De Cazuza
Luiz Homero
Tadeu Cassiano
Enoc Ferreira
Expedito De Mocinha
Dedé Monteiro
Diomedes Mariano
Júnior Do Bode
Arthur Moura
Jáder Tenório
Iponax Vilanova
Zé Adalberto, etc.
Apresentação De Aboiadores:
Show Com Maciel Melo e Ainda Forró Acorde Matuto.
Domingo Dia 06/09
XII Festival de Cantadores
Ivanildo Vilanova e Raimundo Caetano
João Paraibano e Sebastião Dias
Valdir Teles e Zé Viola
Raulino Silva e João Lourenço
Rogério Meneses e Hipólito Moura
Shows Com Vates e Violas e Amazan e Banda.
E ainda, lançamento dos livros dos poetas Vinícius Gregório e Ciro Menezes
Vendas de livros, cordeis, CDs...
Realização: Prefeitura Municipal de Prata-PB
Prefeito Marcel Nunes de Farias
Coordenação: Felisardo Moura Nunes
03 agosto, 2009
PROGRAMA GLOBO INVERNO- GRAVADO EM BELMONTE
Globo Inverno revela encantos de São José do Belmonte, em Pernambuco, e de Pedro II, no Piauí
O Globo Inverno começa pelo Sertão de Pernambuco, em São José do Belmonte, uma cidade que tem a sua história ligada à obra do mestre Ariano Suassuna. A cidade fica no Sertão Central do Estado, a 479 quilômetros do Recife.
Com 32 mil habitantes, Belmonte, como é chamada, guarda todas as caraterísticas de uma cidadezinha do interior. Um dos seus destaques é o casario antigo. Em uma das casas, nos anos 20 do século passado, um comerciante foi assassinado por um bando de cangaceiros. Entre eles, estava Lampião.
Mas a grande atração de São José do Belmonte fica na zona rural, na Serra do Catolé. É a Pedra do Reino, uma formação rochosa que chama a atenção pela imponência. Neste lugar, entre 1836 e 1838, mais de 50 pessoas foram sacrificadas. Eram seguidores do sebastianismo, que pregava a volta do rei como libertador do povo. Todos os anos, os belmonteses promovem uma cavalgada que sai da igreja matriz. Com trajes medievais, eles percorrem 36 quilômetros até a Pedra do Reino.
Os fatos ocorridos no local levaram o escritor Ariano Suassuna a escrever o Romance da Pedra do Reino, lançado em 1970. Neste programa, Ariano volta ao lugar, que ele considera mágico, mais uma vez. Desde 1996, por ideia do escritor, grandes esculturas de pedra feitas por Arnaldo Barbosa, de Olinda, foram colocadas lá. Postadas em círculo, elas vão compor um santuário. Ariano conta o que sentiu quando esteve no local pela primeira vez.
Confira o primeiro bloco do programa clicando aqui.
No segundo bloco, o Globo Inverno vai a uma cidade do Piauí conhecida pela temperatura amena e também pelas pedras. Só que as pedras do município de Pedro II (a 230 quilômetros de Teresina) são pequenas jóias, as opalas. Outro ponto turístico da cidade mostrado é o Morro do Gritador, a 729 metros acima do nível do mar.
>Confira o segundo bloco do programa clicando aqui
FONTE: http://pe360graus.globo.com/noticias/cidades/interior/2009/08/01/BLG,1165,4,81,NOTICIAS,1348-GLOBO-INVERNO-REVELA-ENCANTOS-JOSE-BELMONTE-PERNAMBUCO-PEDRO-PIAUI.aspx
O Globo Inverno começa pelo Sertão de Pernambuco, em São José do Belmonte, uma cidade que tem a sua história ligada à obra do mestre Ariano Suassuna. A cidade fica no Sertão Central do Estado, a 479 quilômetros do Recife.
Com 32 mil habitantes, Belmonte, como é chamada, guarda todas as caraterísticas de uma cidadezinha do interior. Um dos seus destaques é o casario antigo. Em uma das casas, nos anos 20 do século passado, um comerciante foi assassinado por um bando de cangaceiros. Entre eles, estava Lampião.
Mas a grande atração de São José do Belmonte fica na zona rural, na Serra do Catolé. É a Pedra do Reino, uma formação rochosa que chama a atenção pela imponência. Neste lugar, entre 1836 e 1838, mais de 50 pessoas foram sacrificadas. Eram seguidores do sebastianismo, que pregava a volta do rei como libertador do povo. Todos os anos, os belmonteses promovem uma cavalgada que sai da igreja matriz. Com trajes medievais, eles percorrem 36 quilômetros até a Pedra do Reino.
Os fatos ocorridos no local levaram o escritor Ariano Suassuna a escrever o Romance da Pedra do Reino, lançado em 1970. Neste programa, Ariano volta ao lugar, que ele considera mágico, mais uma vez. Desde 1996, por ideia do escritor, grandes esculturas de pedra feitas por Arnaldo Barbosa, de Olinda, foram colocadas lá. Postadas em círculo, elas vão compor um santuário. Ariano conta o que sentiu quando esteve no local pela primeira vez.
Confira o primeiro bloco do programa clicando aqui.
No segundo bloco, o Globo Inverno vai a uma cidade do Piauí conhecida pela temperatura amena e também pelas pedras. Só que as pedras do município de Pedro II (a 230 quilômetros de Teresina) são pequenas jóias, as opalas. Outro ponto turístico da cidade mostrado é o Morro do Gritador, a 729 metros acima do nível do mar.
>Confira o segundo bloco do programa clicando aqui
FONTE: http://pe360graus.globo.com/noticias/cidades/interior/2009/08/01/BLG,1165,4,81,NOTICIAS,1348-GLOBO-INVERNO-REVELA-ENCANTOS-JOSE-BELMONTE-PERNAMBUCO-PEDRO-PIAUI.aspx
28 julho, 2009
MÚSICA: "ENCONTREI EM VOCÊ" - autoria: OS NONATOS
No cenário atual de músicas massivas empurradas pelo mercantilismo e fugindo da qualidade da composição, a dupla OS NONATOS se sobrepõe a isso tudo e continuam nos presentenando com lindas composições como essa que você pode ouvir clicando abaixo. São considerados por mim e por muitos como um dos maiores destaques na composição de músicas que sempre são regravadas por diversos artistas e bandas Brasil a fora. É o seguinte: você quer música pra acabar namoro?, eles tem; ou deseja reconquistar a(o) sua(seu) amada(o)? eles também tem. Quer se declarar pra alguém que você gosta? eles também tem! Quer dizer a uma pessoa que ela não tem mais chance? eles também tem! Enfim..... é música pra todas as situações, escolha a sua, compre os cd´s da dupla que com certeza não se arrependerá. Contatos em http://www.osnonatos.com.br/
03-os nonatos - encontrei em vocÊ.mp3
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Com vídeo que mostra baião e toada
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